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Inferno Tricolor: por contratação irregular, São Paulo pode ser rebaixado a Série B, diz STJD

Supremo confirmou que o Tricolor podo até ser rabaixado pela negociação do zagueiro Iago Maidana. Perca de pontos e suspensão de registro de novos atletas por até dois anos também estão entre as punições 16/10/2015 às 16:37
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Negociação de Iago Maidana pode levar São Paulo à Série B do Brasileirão.
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou nesta sexta-feira (16) que o São Paulo Futebol Clube pode até ser sofrer rebaixamento à Segunda Divisão nacional pela contratação irregular do zagueiro Iago Maidana. Outras punições cabíveis são uma advertência e multa. Além do clube ser impedido de contratar jogadores na janela de transferências por até dois anos.

"Inegável que houve uma ampla intermediação da Itaquerão Soccer nas transferências do atleta Iago, não sendo apresentado por nenhum dos denunciados, qualquer documento informando os pagamentos realizados à mencionada empresa, o que contraria a regra nacional e internacional. Portanto, por sonegarem informações exigidas na nossa legislação, os quatro denunciados praticaram infração", disse texto do documento do STJD. 

Além de advertência – a mais provável punição - e uma multa, o Tricolor pode sofrer "suspensão de registros de novos jogadores por até 1 (um) ou 2 (dois) períodos anuais ou janelas de registros", "dedução de pontos" e "rebaixamento para divisão imediatamente inferior a que estiver disputando quando do trânsito em julgado da decisão", segundo a Procuradoria do Supremo.

O anúncio das possíveis punições ao São Paulo acontecem uma semana após a CBF ter encaminhado dossiê sobre a transação envolvendo o atleta de 19 anos. Na ocasião, o STJD disse apenas que estava avaliando a documentação e estudando as penas cabíveis ao caso.

Entenda o caso

O São Paulo pagou R$ 2,4 milhões por 60% dos direitos econômicos do zagueiro Igor Maidana, que havia passado apenas dois dias como jogador do modesto Monte Cristo, time da Terceira Divisão de Goiás.

Antes de ser comprado pelo clube goiano, o atleta pertencia ao Criciúma, que vendeu o defensor para um grupo de investidores chamado Itaquerão Soccer por R$ 800 mil, em prática proibida pela Fifa desde maio deste ano.