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Craque

Inter empaca no ataque, não sai do zero com o Náutico e frustra plano pelo G-4

No Inter, desencontro do meio-campo e Forlán isolado. Pouco acionado. Do lado do Náutico, aposta nas arrancadas de Kieza e nada mais 08/08/2012 às 20:34
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Forlan ainda não encontrou o caminho do gol
Uol Porto Alegre (RS)

O Internacional mirava uma entrada no G-4 na 15ª rodada, uma possível sequência de vitórias e consequente arrancada no final do turno. Mas em um jogo fraco, onde o ataque vermelho pouco fez, o placar não saiu do zero com o Náutico. Um empate com gosto de derrota, dentro do Beira-Rio. Que frustra as contas do técnico Fernandão.

Durante os noventa minutos o Inter teve mais posse de bola, cercou a grande área dos pernambucanos. Mas falhou na hora de finalizar. Mesmo com o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010 em campo. Forlán, talvez ainda sentindo o ritmo e o entrosamentou, não fez a diferença outra vez. Assim como o improviso de Jajá e a aposta de Bolatti como um auxiliar de criação no meio-campo.

Com o empate, o Inter chega aos 27 pontos. E pode ver a zona de classificação da Libertadores ficar mais longe na quinta, em virtude dos jogos de Grêmio e São Paulo. Este, inclusive, que pode lhe tomar a quinta posição. Ao Náutico, de menor poder de fogo ainda, o empate rende o acúmulo dos 17 pontos.

O começo do confronto não foi bom. Passou longe disso. No Inter, desencontro do meio-campo e Forlán isolado. Pouco acionado. Do lado do Náutico, aposta nas arrancadas de Kieza e nada mais. O que protelou a primeira conclusão perigosa até os 16 minutos, por exemplo.

Ainda que não enchesse os olhos, o Internacional aos poucos assumiu o domínio da partida. Fred caia pelos dois lados e tentava dar velocidade a uma equipe que parava na frente da área e parecia não saber o que fazer. Bolatti, titular outra vez após 133 dias, escancarava a falta de ritmo e tentava compensar com disposição.

Por pouco mais de 10 minutos, o Colorado pressionou forte. Jajá, duas vezes, e Forlán arriscaram, mas Gideão só obrigado a trabalhar em uma oportunidade. Náutico nem isso fez, arrematou para fora na chance única que criou.

Diante da atuação apática, Fernandão resolveu mexer. Sacou Bolatti e colocou João Paulo. Além de retirar Jajá para o ingresso de Marcos Aurélio. Ainda assim, a primeira chegada da etapa final foi pernambucana.

Araújo desviou para o fundo da rede, após investida pela esquerda e rebote no interior da área. Mas a arbitragem assinalou impedimento duvidoso e anulou o gol do Náutico.

A resposta do Inter era na base da bola por cima para área. Curiosamente o ofício mais carente do time, que está sem centroavante. Aos 20, Nei caiu na grande área após lance com Marlon. O lateral chegou a perder a chuteira e reclamou pênalti, mas Ricardo Marques Ribeiro ignorou.