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Esportes
CAMPEONATO AMAZONENSE DE JUNIORES

Jogadores de Iranduba enfrentam saga para vir a Manaus e vestir a camisa do Nacional

Quatro jogadores se deslocam de Iranduba para jogar pelo Nacional. E hoje eles farão mais uma viagem para enfrentar o Fast no Carlos Zamith, às 16h 25/08/2017 às 22:20
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Foto: Gilson Mello
Camila Leonel Manaus (AM)

Uma das forças do Nacional no Campeonato Amazonense de Juniores é originária do interior do estado e ela chega aos treinos e aos jogos de canoa e de carro. Quatro jogadores que formam o elenco são de Iranduba, mas especificamente de uma localidade na área rural do município chamada Ilha do Baixio. E é com essa força que o Naça pretende chegar à final do Barezinho neste sábado (26), às 16h, no Carlos Zamith. O primeiro jogo, na semana passada, terminou empatado em 1 a 1.

Morando na mesma localidade, o goleiro Mathiê, o zagueiro João Pedro, o lateral Alison e o volante Lucas Iranduba,  vão juntos aos treinos e aos jogos com o irmão de Mathiê, Anderson Santos.  A saga começa perto do meio dia quando eles vão remando até chegar na cidade de Iranduba.

“É um pouco longe, mas vale a pena quando a gente vai atrás de um sonho. Ano passado joguei o juniores aqui e consegui chegar no profissional”, diz o zagueiro Alison que explica que viaja de lancha por 1h30 quatro vezes por semana para chegar em Iranduba onde encontram Mathiê e o irmão para seguir a viagem de carro.

“É bem legal o percurso que fazemos. Às vezes é um pouco sofrido, mas tudo pelo sonho que não é só deles, mas da família. Então a gente está sofrendo junto e quando tem alegria a gente comemora junto também”, disse o motorista da turma, Anderson Santos.

Apesar da animação, isso não impede que vez ou outra os jogadores passem por imprevistos. “Já teve vezes que pregou o motor no rio, aí teve que voltar e remar, ou acabou a gasolina. Uma vez foi multado porque vinha com o pneu careca...é coisa de doido, mas vale a pena”, explicou o goleiro Mathiê, que é primo do zagueiro João Pedro, de 19 anos.

O jogador, que junto com Mathiê e Alison fez peneira em São Paulo e jogou no REM Idaiatuba, no interior e em Goiás, conta que o gosto pelo futebol veio junto no DNA. “A minha mãe nem sabia que estava grávida e já jogava bola comigo na barriga. Então eu digo que já vim jogando bola e esse sonho é de toda a minha família. Meu pai era jogador também lá na comunidade e meu irmão já jogou no profissional do Iranduba”, explicou. 

Com um goleiro, dois volantes e um zagueiro jogando sempre próximos, eles admitem que o entrosamento é dos melhores. “Todo mundo comenta que para onde vai um os outros vão junto. Nem que seja para a pelada, então tem bastante entrosamento até porque a gente joga pertinho e isso conta bastante porque já nos conhecemos bem”, finalizou Mathiê. 

O outro lado da força

No atual campeão, Fast, também há os trunfos para o técnico Darlan Borges, um deles é a volta do atacante Max, que estava suspenso na primeira partida e pode levar mais perigo ao adversário pela eficiência e obediência tática. 

Em Manacapuru, às 16h, no Gilbertão, o Princesa terá a missão de reverter a vantagem de 4 a 0 construída pelo Rio Negro no primeiro jogo. O Tubarão precisa vencer por 4 a 0, já que tem a vantagem do empate.