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Jovem de Guarulhos se apresenta à polícia e Defensoria Pública diz ser difícil defender amazonense

De acordo com o Defensor Geral do Estado do Amazonas, Ricardo Trindade, a Defensoria Pública não recebeu nenhum integrante da família do amazonense Cleuter Barreto Barros, um dos 12 presos na Bolívia 28/02/2013 às 14:02
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Grupo de brasileiros durante a audiência onde foi decretada sua prisão preventiva
acritica.com Manaus (AM)

Um jovem menor de idade, morador da cidade Guarulhos, na Grande São Paulo, confessou ser o autor do disparo  que matou o jovem Kevin Espada, na quarta-feira passada, durante jogo do Corinthians contra o São José, na cidade de Oruro, na Bolívia.

Mas a confissão não mexeu com a imprensa e nem com a justiça boliviana. A delegada Abigail Saba,  responsável pela investigação, na cidade de Oruro, que descartou usar o depoimento do jovem no processo que investiga o autor do disparo.

A delegada indagou que o fato de o jovem ter deixado a Bolívia e se ele não foi pressionado para assumir o caso e livrar os 12 integrantes da torcida do Corínthians da prisão em Oruro.

A imprensa boliviana ignora o caso e, dos cinco jornais de grande circulação e  com páginas na Internet – La Razón, El Mundo, Bolívia.com, El-Nuevo Dia e Los Tiempos – não tocaram no assunto nesta segunda-feira.

Amazonense em defesa do estado

De acordo com o Defensor Geral do Estado do Amazonas, Ricardo Trindade, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas não recebeu nenhum integrante da família do amazonense Cleuter Barreto Barros, um dos 12 presos na Bolívia.

“Não fomos procurados e mesmo que a família nos procure, o trâmite para  um advogado trabalhar no exterior é muito complicado. O ideal é contratar um defensor do próprio país, porque ele conhece as leis locais”, disse Ricardo Trindade.

O irmão de Cleuter, Carlos Augusto Barreto confirmou a prisão de Cleuter e diz que a família está tentando se organizar para viajar à Bolívia.

“Não estamos recebendo ajuda nenhuma do governo, vamos ver aqui”, comentou Carlos. Ele também confirmou que o irmão estava passando uma temporada em São Paulo, para acompanhar o time do coração de perto e conhecer melhor a Gaviões da Fiel.

Tragédia

Durante a partida entre Corinthians e San Jose, na cidade de Oruro, na Bolívia, Kevín Beltran Espada foi atingido por um sinalizador lançado de onde se encontrava a torcida do Corinthians. O incidente ocorreu logo após o gol do time brasileiro.

A situação de Cleuter e Leandro da Silva de Oliveira ficou mais complicada pois, segundo informações do UOL Esportes, foi encontrado vestígio de pólvora nas mãos dos dois jovens. Ainda, o sinalizador usado no disparo não é vendido e nem fabricado na Bolívia, o que corrobora com a versão da polícia boliviana de que o disparo do sinalizador não só saiu da torcida corinthiana como também foi levado do Brasil para o país.

Prisão preventiva

O juiz Cautelar Julio Huarachi Pozo decidiu manter os brasileiros presos na última sexta-feira (22). Ele alegou que a medida visava a segurança das investigações, pois segundo o mesmo “é muito fácil sair da Bolívia”. Ele ainda reconheceu que as provas contra os torcedores do Corinthias não são contundentes, mas que vai aguardar as investigações.

Cleuter e Leandro da Silva de Oliveira estão sendo indiciados por homicídio culposo e os outros dez brasileiros são acusados de cumplicidade ao tentar esconder da polícia os autores do disparo.

Eles permanecerão presos por tempo indeterminado, até o ministério público boliviano juntar as provas do processo. Dois corinthianos estão sendo processados por homicídio culposo e os outros dez por cumplicidade no crime.