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REI DO HULK

Lauro Tentardini fala ao CRAQUE, e sonha bem alto com o futuro do Iranduba

Lauro encara o Campeonato amazonense como preparação para o Brasileiro, e quer ver o Iranduba como marca internacionalmente conhecida. 21/09/2017 às 15:08
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Lauro Tentardini falou sobre as expectativas do time para o Campeonato amazonense, para o futuro, e muito mais. (Foto: arquivo/A crítica)
Jéssica Santos Manaus - AM

O Iranduba veio para ficar! Foi o que disse o diretor executivo de futebol do clube Iranduba da Amazônia, Lauro Tentardini, 30. Vindo do Sul para o Norte do Brasil, em 2016, Lauro ajudou a levar o time amazonense a um patamar altíssimo no futebol brasileiro, após trazer renomadas jogadoras do Kindermman (clube onde conquistou vários títulos), e de outros clubes, para atuarem no Amazonas. Lauro também conseguiu patrocínios e parcerias que ajudaram o Iranduba a conquistar títulos, e a se tornar o 4º melhor time do Campeonato Brasileiro Série A1 2017, e mais, transformou o time em ‘sensação’: “nosso principal título foi ter colocado 25 mil pessoas na Arena da Amazônia”, relembra. Agora, ele e o time do Iranduba se preparam para estrear no Campeonato Amazonense, no próximo sábado (23), contra o 3B da Amazônia, antigo parceiro e, agora, um dos principais adversários.

Lauro Tentardini foi para Santa Catarina trabalhar como editor de jornalismo e também participava das ‘Jornadas Esportivas’ na rádio local. Em 2011, ele iniciou no futebol feminino quando foi convidado para ser o assessor de imprensa do Kindermman, mas logo lhe deram a missão de montar o elenco da equipe. No Kindermman, ganhou diversos campeonatos até o ano de 2015. Depois, fez o curso de gestão do futebol, onde conheceu o presidente Amarildo Dutra, que o convidou para vir para o Iranduba. Ele veio e trouxe 15 jogadoras do Kindermman consigo. Assim, o sucesso começou a acontecer. 

Às vésperas da estreia dos times no Campeonato Amazonense de Futebol, o CRAQUE conversou com Lauro sobre as expectativas para a competição, preparação do time, rivalidade com o 3B, sobre a novidade de o jogo ser transmitido pela Rede TV (do Grupo Rede Calderaro de Comunicação), sobre outras equipes fortes no campeonato, e ainda sobre as perspectivas para o futuro do Iranduba da Amazônia. 

Qual a sua expectativa para a partida de abertura do Campeonato Amazonense contra o time do 3B, que já é tão aguardada por todos?
A expectativa é muito boa, o time começa o campeonato muito motivado com o novo patrocínio que fechamos com a Transire  Eletrônicos. Nunca tinha visto uma empresa dar toda a estrutura para podermos trabalhar com tranquilidade, no meu caso, com a cabeça voltada apenas para gerir a equipe. E jogar contra o 3B, como você disse, é um momento esperado, pela história que o time deles tem, por ser um papa-títulos do Peladão, com quem fizemos uma parceria vitoriosa para ambos, conquistando a última edição do Peladão Feminino, e pelo Iranduba ser um dos melhores times do Brasil, será um grande jogo. 

O jogo deste sábado será transmitido na Rede TV, e gostaria de saber o que você achou desta novidade?
Achei muito boa essa novidade. Os clubes têm muito a agradecer à TV A Crítica e a Rede Calderaro de Comunicação. Tirando o Estado de São Paulo, que sempre teve transmissões de jogos, isso é uma novidade para o futebol feminino, então, nós queremos agradecer esse carinho do público. Transformamos Manaus na capital do futebol feminino do Brasil, como disse o Dissica, presidente da Federação Amazonense de Futebol. Desta forma, a transmissão dos jogos na TV será muito boa para o esporte, vai engrandecer os jogos, a modalidade e, certamente, vai ajudar muito os clubes na área de marketing e no retorno que algum dos cinco times participantes possa ter com patrocínios.


E como está a preparação das jogadoras, com essas novidades acontecendo?
A preparação está excelente. Nosso novo técnico, Adilson Galdino, chegou hoje (quarta-feira), e ele vai ministrar o primeiro treino com elas amanhã (quinta-feira).  Mas as meninas jogam juntas há anos, e isso faz muita diferença, é importante ter o entrosamento que elas têm. Além disso, elas possuem confiança no Iranduba, um time que resgatou a vitoriosa história do futebol feminino do Amazonas, que retomou as conquistas do passado, e agora estamos muito confiantes para o futuro.


Quais são as outras novidades que estão vindo para o Iranduba?
A zagueira Jaqueline e a atacante Elenize, que estavam no Newry City Ladies, da Irlanda do Norte, estão chegando para integrar o time. Além delas, a ex-volante do Corinthians também fechou conosco, a atacante Moara, e ainda vamos ter mais novidades. No total, temos 35 jogadoras, contando com quatro meninas da equipe sub-17 e com quatro goleiras. Isso porque vamos criar uma base amazonense; nós, ao contrário de outros times, não temos preconceito contra jogadoras locais.

E você acha que está se iniciando uma rivalidade entre os fortes times do Iranduba e do 3B, que pode deixar o campeonato ainda mais interessante?
O Iranduba joga a Série A1 do Campeonato Brasileiro, e o prêmio do Campeonato Amazonense é a classificação para a Série A2, então, isso não importa para nós. O campeonato será importante como preparação para o próximo Campeonato Brasileiro. Quanto à rivalidade entre mim e o Bosco (dono do 3B), não vejo isso. Ele é um multicampeão, formou uma ótima parceria conosco, viajava para todos os jogos do Brasileiro junto com o time, achei que ele fosse continuar a parceria com o Iranduba, mas largou um ofício comunicando que não, e eu não entendi nada, mas é um sonho dele montar um time feminino para o Campeonato Brasileiro, e ele tem direito de ir atrás do sonho dele, assim como vim atrás do meu, em Manaus. Isso tudo vai fazer do campeonato algo maior, vai impulsionar o futebol feminino e, vislumbrando o futuro, podemos ter os dois maiores times de futebol feminino do País. 

Observando as demais equipes inscritas no Campeonato amazonense, além do Iranduba e do 3B, qual time vem forte, na sua avaliação?
Não podemos focar apenas no Iranduba e no 3B porque teremos uma terceira equipe que vai dar trabalho neste campeonato, que é a equipe do Penarol. O Igor Cearense fez um excelente trabalho no Penarol, venceu o campeonato amazonense como auxiliar do Lana no Manaus F.C. e, hoje, ele tem jogadoras no Penarol que eu conheço, que já jogaram no Iranduba. Então, teremos três excelentes times disputando o Campeonato Amazonense, e isso só enriquece o nosso futebol feminino.

Com o novo patrocínio, o que você visualiza para o futuro do Iranduba?
Estou muito feliz com nossa parceria com a Transire, porque quando eu cheguei aqui, há um ano e nove meses, eu disse para a imprensa que tinha um plano de cinco anos no Iranduba, e a empresa assinou com a gente até 2020, que seria o final do meu estágio inicial aqui. Claro que eu espero que essa parceria dure muito mais tempo, e a nossa meta é transformar o Iranduba no principal time do País, e tornar internacional a marca Iranduba. Hoje é possível pensar alto, sem preocupação com folha de pagamento das jogadoras. Além da Transire, temos parceria com a Mauricio de Nassau, com a Premium Assessoria e consultoria contábil. Com isso, foi possível trazer reforços, e ainda serão revelados muitos talentos amazonenses.