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Lenda viva: um novo Valentino Rossi

De volta a Yamaha, o lendário piloto veio ao Brasil e falou sobre as perspectivas para 2013 17/03/2013 às 11:13
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De um jeito humilde e bem humorado, Rossi concedeu entrevista em SP
Lorenna Serrão ---

São Paulo - Quem é fã de motociclismo com certeza tem o 46 como o número preferido, afinal de contas o numeral representa ninguém mais, ninguém menos que Valentino Rossi – The doctor (o doutor), um dos maiores pilotos do planeta, considerado a lenda viva da modalidade, com nove títulos mundiais (sete na categoria principal) e que após dois anos difíceis na Ducati está de volta à equipe da Yamaha Factory Racing.

Pela primeira vez em São Paulo, o italiano, que completou 34 anos no dia 16 de fevereiro, falou com exclusividade ao CRAQUE sobre as expectativas para 2013, a força dos adversários, desejos e também sobre o seu futuro como piloto profissional. “Esta temporada será muito importante para mim, passei dois anos complicados na Ducati e agora ganhei a chance de voltar para Yahama. Estou muito feliz e espero que este ano seja bem competitivo. Meu objetivo é chegar ao pódio e ganhar muitas etapas e, claro, conquistar títulos”, adiantou Rossi.

Mas, para voltar aos bons e velhos tempos e garantir muitos títulos, o italiano terá que desbancar os espanhóis Jorge Lorenzo (seu parceiro na Yamaha) e Daniel “Dani” Pedrosa, que atualmente são os mais fortes do MotoGP. “Sem dúvida, Lorenzo e Pedrosa são os meus principais concorrentes, estão em um nível muito bom e sei que terei muito trabalho para vencê-los”, completou.

Sobre a relação complicada que teve com Lorenzo no passado, Rossi garantiu que a fase difícil passou e que os dois são grandes parceiros e juntos são também muito fortes. “Eu era o número 1, Lorenzo chegou a Yahama e quis roubar o meu lugar, mas eu o compreendo, afinal, quando se tem um colega forte é difícil ter um bom relacionamento, mas isso faz parte do passado. Ele está feliz com o meu retorno e sabe que nós dois juntos somos bem mais fortes”, concluiu.

Questionado se teria vontade e coragem para praticar um backflip, uma das manobras mais incríveis e perigosas do motocross, o piloto respondeu que está velho demais para a aventura. “Se me perguntassem isso há cinco ou seis anos, eu responderia que sim, que tentaria, mas hoje não, estou velho, acabei de completar 34 anos. Sem chances”, completou.

Valentino, que já esteve algumas vezes do Rio de Janeiro, inclusive para competir, disse que tem boas memórias da cidade e que adora vir ao Brasil. “Me lembro com saudade do Rio de Janeiro, uma cidade divertida. São Paulo eu ainda não conheço muito. É a primeira vez que venho, mas espero ter tempo para aproveitar. Acho o Brasil fantástico, o País do futebol e das mulheres bonitas”, pontuou.

O piloto também falou sobre a falta de pilotos brasileiros no MotoGP e disse que espera que no futuro o País possa ter bons representantes. “É uma pena para o Brasil, que tem paixão por moto, não ter um piloto de ponta. Depois do Alex Barros não surgiu mais ninguém. Os jovens precisam praticar mais motociclismo para que, no futuro, possam existir bons pilotos brasileiros, lutando por títulos por todo o mundo”, concluiu.

Em teste feito na Malasia, The Doctor provou que está motivado e em plena forma e com sede de pódio. “Se for competitivo, vou lutar pelo título, mas antes preciso compreender o meu nível, depois eu vou decidir o meu futuro. Eu gosto de andar de moto, isso me motiva”.

105

É o número de vitórias em GPs que Valentino Rossi tem. Ele coleciona 177 pódios e 59 poles. Além disso, Rossi é o único campeão do mundo em todas as categorias: 125cc, 250cc, 500cc e MotoGP.

Novo rumo

Valentino Rossi abriu mão de um salário milionário na Ducati para ser o segundo piloto da Yamaha, equipe em que viveu os seus melhores momentos na carreira. Jovem, simpático, técnico, habilidoso, humilde e acima de tudo competitivo, ele promete uma grande temporada.

Três perguntas para Valentino Rossi

1.Por que você decidiu deixa a Ducati e voltar para Yahama?

Porque quero ter uma moto competitiva para brigar pela vitória e pelo título. Quando eu saí em 2010, fui bem difícil. A Yahama foi onde eu vivi os melhores momentos da minha carreira.

2. Qual a diferença entre a moto da Ducati e a da Yahama?

A Yahama é bem balanceada, mais fácil de ser pilotada, é mais suave e tem boa velocidade nas curvas.

3.Você ficou dois anos na Ducati e não conseguiu nenhuma vitória com a equipe. Foi difícil andar atrás do grid?

Você se acostuma a ficar na primeira, segunda fileira e quando está na quarta, na quinta, descobre outra perspectiva. Infelizmente eu não consegui vencer na Ducati, mas isso pode acontecer com qualquer um, assim como aconteceu comigo.