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FUTEBOL RAIZ

Liga do Aleixo/ Náutico Clube, o time essencialmente da comunidade

Jogadores do time da Zona Centro-Sul de Manaus contam que deixaram propostas de outros times para atuar pela própria equipe, provando que o amor à comunidade ainda persiste no Peladão 06/01/2018 às 14:07 - Atualizado em 06/01/2018 às 14:42
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Com a fusão do Náutico Clube com a Liga do Aleixo o time se fortaleceu ainda mais (Foto: Antônio Lima)
Denir Simplício Manaus (AM)

Identificação com a comunidade, eis a maior referência do Liga do Aleixo/Náutico Clube. O time da Zona Centro-Sul de Manaus já está entre os 30 melhores da categoria Principal do Peladão 2017 e, assim como na última temporada, almeja chegar mais longe ainda no torneio.

Fundado em 1978, o Náutico Clube se juntou à Liga do Aleixo no ano passado e já no primeiro ano de junção chegou na semifinal do maior campeonato de futebol amador do mundo. Disputando o Peladão desde 1986, o Náutico sempre flertou com as primeiras colocações da competição, mas o intuito da diretoria, que após a união se chama Liga do Aleixo/Náutico Clube, nesta temporada é abocanhar o título.

Dirigido pelo professor Neto, o time do Aleixo se orgulha de valorizar a prata da casa. “Muitos jogadores do nosso time tinham propostas de outros times pra receber dinheiro, mas eles preferiram ficar no time do bairro por ser da comunidade. Então, a humildade deles prevaleceu muito com essa decisão”, declarou o professor Neto enfatizando o apoio da comunidade nos momentos em que o time mais precisa.

“Esse tipo de atitude fortalece o grupo e aumenta a identificação com a comunidade. Principalmente, quando chega essa fase de perde-sai, a comunidade participa em massa. Ela vem pros jogos, os comerciantes dão uma força. Quando chega nessa fase em que ficam 32 (times) até a fase da final, a gente consegue ter mais ajuda. Têm torcedores que chegam com pequenos valores, R$ 10, R$ 20 pra nos ajudar, porque temos gastos”, pontuou o técnico.

Paixão pelo time do bairro

Aos 37 anos, Elenilson é o símbolo de identificação pelo time da comunidade (Foto: Antônio Lima)

Prova maior de que amor pelo time do bairro é a essência do Peladão está no zagueiro Elenilson, 37. O defensor, que defende as cores do Liga do Aleixo/Náutico Clube há 16 anos, enumera o que o fez nunca trocar de time no Peladão. “A amizade, a confraternização entre todos os moradores do bairro... isso motiva a gente. As conquistas são consequência do trabalho, mas aproximação das pessoas ao redor do time é o melhor”, disse o zagueiro recordando a última campanha da equipe e a arrancada para a semifinal.

“Ano passado, o objetivo era chegar entre os 30 ou os 60. Como era um trabalho novo, ninguém achava que íamos chegar longe. Mas como a boleirada diz, o time foi dando liga e quando percebemos estávamos na semifinal do Peladão”, comenta Elenilson recordando o jogo chave pra grande virada.

“No jogo contra o Amazonas, que estávamos perdendo, depois empatamos e conseguimos a vaga nos pênaltis. Pensei, se conseguimos ganhar de um grande desses, podemos chegar”, concluiu.

Aos 37 anos, Elenilson é o símbolo de identificação pelo time da comunidade

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