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Londres 2012: A trajetória vencedora de Giovane Farinazzo Gávio, do vôlei brasileiro

Conhecido carinhosamente como Gigio, ele é um dos melhores jogadores de vôlei de todos os tempos 04/05/2012 às 09:04
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Ex-ponteiro oposto da seleção brasileira é considerado um dos melhores jogadores de vôlei de todos os tempos
Adan Garantizado Manaus (AM)

São 414 jogos com a camisa da Seleção Brasileira de Vôlei, mais de 20 títulos conquistados, 31 partidas em Jogos Olímpicos e duas medalhas de ouro na principal competição esportiva do planeta. Os números de Giovane Farinazzo Gávio falam por si.  Ao longo de 25 anos de carreira, ele se tornou um dos nomes mais vitoriosos do vôlei mundial. Aos 41 anos, o ex-ponteiro oposto tenta construir uma trajetória semelhante como treinador, função que adotou após a aposentadoria das quadras, em 2005.

Ele recebeu a equipe do CRAQUE no ginásio do Sesi Clube, em São Paulo, antes de um treinamento para a equipe que conta com as “feras” Serginho, Sidão, Murilo e Rodrigão no elenco. E falou, obviamente, sobre as chances da seleção brasileira nos Jogos de Londres. “Nossa equipe é sempre favorita em tudo o que disputa, apesar da concorrência ser forte. A experiência desse grupo pode fazer a diferença. Muitos deles já participaram de grandes conquistas com a camisa da seleção. Sem dúvida, na hora da decisão, principalmente em uma Olimpíada, isso conta muito”.

Gerações vitoriosas

Giovane atuou na seleção brasileira por 14 anos e passou por duas gerações “de ouro” do vôlei nacional. A primeira delas em 92, quando ao lado de Tande, Marcelo Negrão, Maurício, Carlão, Paulão, Pampa e Amauri, conquistou o primeiro ouro olílpico brasileiro na modalidade.

Para ele, o resultado em Barcelona foi fundamental para que o vôlei se desenvolvesse no País. “Aquela conquista abriu as portas para que o voleibol fosse profissionalizado no Brasil. Espero que essa porta não se feche nunca. A gente cresceu de 92 para cá. Mesmo com o mundo todo querendo ganhar do Brasil, torço pra que a gente sempre faça uma Seleção competitiva”, frisou.

Após se aventurar no vôlei de praia no final da década de 1990, Giovane retornou às quadras e deu de cara com a geração de Giba, Nalbert, Ricardinho e Gustavo. Aliada à experiência do ponteiro, a Seleção comandada por Bernardinho se tornou um time “quase imbatível”. O campeonato mundial em 2002 (com Giovane marcando o último ponto com um saque) e o ouro Olímpíco em Atenas, 2004, coroaram a geração. “Ter feito parte dessas conquistas foi uma grande alegria, quase uma sorte. Foi um privilégio enorme estar ao lado vencer com pessoas muito boas. Ganhar um ouro olímpico já e difícil. Imagina dois. Eu tive essa felicidade”.