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Londres 2012: Brasileiros ficam bem colocados na maratona

Mesmo sem medalhas, Brasil conseguiu boa participação na maratona. Marilson foi o quinto 13/08/2012 às 08:53
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Marílson Santos treinou muito para chegar a Londres
acritica.com Manaus (AM)

Ao completar a maratona, Marilson Gomes dos Santos abaixa a cabeça e sente dores no corpo. O rosto tem expressão extenuada, e as palavras são curtas. Foi fruto do esforço que fez para obter uma medalha para o atletismo nacional. Não deu. Mas ele ficou em quinto e foi o melhor brasileiro na modalidade.

“Dei o máximo. Nunca cheguei tão quebrado em uma prova. Forcei tudo para tentar a medalha de qualquer jeito”, explicou.

Marilson correu a segunda metade da maratona quase inteira em quarto, tentado alcançar os líderes, cerca de um minuto à sua frente. Era o melhor entre os não-africanos na prova. Seu esforço foi tão grande que cansou e cedeu uma posição ao norte-americano Mebrahtom Keflezighi.

“Maratona hoje em dia é assim. É muito forte o ritmo. Tem que arriscar tudo. Tem que acreditar até o final. Não pode desistir nunca”. Marilson admitiu que os africanos estão à frente dos outros, mas vê possibilidade de mudanças em breve. Afirmou que não deve correr na Rio-2016, mas acha que os brasileiro têm chances. Eles tiveram bons resultados ontem: Paulo Roberto Paula foi oitavo e Franck Caldeira ficou em 13º.

Domínio africano

Por volta do km 37 da maratona de Londres-2012, o ugandense Stephen Kiprotich botou a mão na coxa. Parecia que sentia o ritmo e poderia perder a medalha. Mas, em seguida, ele deu uma arrancada em distância de dez metros, ultrapassou os favoritos quenianos Abel Kirui e Wilson Kipsang e assumiu a liderança da prova. Não perdeu mais a ponta e conquistou o primeiro ouro de Uganda em 40 anos, com tempo de 2h08min01.

“Significa muito para Uganda. Desde 72, eles não ganham um ouro”, afirmou Kiprotich. Os dois quenianos ficaram com a prata (Kirui) e o bronze (Kipsang). O ouro surpreende porque o atleta não era um dos favoritos e é visto como meio louco entre outros corredores. Nunca venceu uma das grandes maratonas mundiais.

A vitória ainda confirma o rejuvenescimento da prova (o atleta tem 22 anos) e o domínio africano, pois o continente ficou com todo o pódio. Kiprotich se beneficiou do know-how de treinamento dos quenianos para vencer. Ele vive em Eldorete.