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Londres 2012: Confira matéria exclusiva com a velocista Ana Claudia Lemos

Após ficar na reserva em Pequim, a mulher mais rápida da América quer deixar as rivais para trás em Londres 26/04/2012 às 10:11
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Velocista Ana Cláudia Lemos
Adan Garantizado Manaus

Ela é a mulher mais rápida da América do Sul. E pretende “aterrisar” com tudo em Londres. O “avião” Ana Cláudia Lemos é uma das maiores esperanças de medalhas do atletismo brasileiro. Atual detentora dos recordes Sul-Americanos dos 100 (11s15) e 200 metros rasos (22s48), Ana se prepara como nunca para fazer bonito em Londres. Aos 23 anos, esta será a segunda vez que a bela participa de uma Olimpíada.

Ana nasceu em Jaguaretama, Ceará, mas descobriu o atletismo em Criciúma, Santa Catarina, para onde se mudou aos quatro anos de idade. Adepta do futsal, a velocidade dela nas quadras chamou a atenção de professores. Até que foi encaminhada, aos 13 anos, para o projeto “Correndo para o futuro”, de responsabilidade do treinador Roberto Bortolloto.

Com 19 anos, a velocista encarou sua primeira competição internacional: os Jogos Olímpicos de Pequim. Ana Cláudia foi reserva na equipe brasileira do revezamento 4x100. “A gente sempre quer competir, mas jamais ficaria ficaria frustrada por ficar na reserva durante uma Olimpíada. A competição foi maravilhosa e não tem dinheiro no mundo que pague essa sensação. A experiência que passei em Pequim vai ser muito importante para mim nos jogos de Londres. Era minha primeira competição internacional e eu realmente precisava de mais bagagem. Em Londres, posso competir em alto nível”, garante Ana Cláudia, que mede 1,58 m e pesa 55 kg.

No Pan de Guadalajara, em 2011, Ana ganhou o ouro nos 200 metros e no 4x100 (provas em que possui o índice olímpico.) Nos 100 metros ela ficou na quarta colocação. Apesar de ainda tentar o índice na prova mais rápida do atletismo, a velocista quer manter o foco nos 200 metros. “Quero correr na casa dos 22s15, 22s20 e manter essa constância”, revela a velocista cearense.

Experiência internacional
Aos 19 anos, Ana Cláudia estreou em competições internacionais logo nos jogos Olímpicos de Pequim. Ela foi reserva na equipe que disputou o revezamento 4x100. Aos 23, ela espera colocar em prática nas pistas de Londres toda experiência adquirida nos últimos quatro anos, e tentar “beliscar” uma medalha para o Brasil.

Beleza chamou atenção no Pan de Guadalajara
Os ouros nos 200m e no 4x100 não foram os únicos atributos de Ana Cláudia que chamaram atenção no Pan. Ela foi considerada uma das “musas” da competição. Mesmo sem se incomodar com o rótulo, Ana prefere manter o foco nas pistas. “Toda mulher gosta de ser chamada de bonita, mas prefiro ser apenas a ‘Rainha’ da velocidade”.

Ana Cláudia Lemos   Velocista brasileira e recordista Sul-Americana

1  A mulher mais rápida da América do Sul consegue ser rápida em tudo mesmo? Se arrumando pra sair? Cuidando do corpo?
Sim, consigo ser rápida em tudo. Tudo meu é muito prático. Se estiver fazendo a unha tem que ser rápido. Nada pode ser demorado senão eu já fico estressada. Sou muito impaciente. Se eu sei que vou sair no sábado, às vezes eu já tenho minha roupa pronta na quinta-feira. Meu namorado (o também velocista Basílio Moraes, ouro no 4x100 no Pan de 2007, no Rio) demora bem mais pra se arrumar do que eu (risos).

2  Antes de correr nas pistas, você jogava futsal. Sua performance na quadra era tão boa quanto tem sido  no atletismo?
Jogava futsal duas vezes por semana, mas eu só corria na quadra. Não tinha habilidade nenhuma (risos) Só pegava a bola e corria, corria, corria. Por isso me indicaram pro atletismo.

3  Quem você considera suas principais rivais nas Olimpíadas de  Londres?
Procuro nunca pensar nos meus adversários, pois a gente acaba se perdendo. Mas tem grandes atletas que eu admiro os resultados delas e a postura de competição. A campeã mundial Verônica Campbell dos 200m, a Carmelita Geter campeã mundial dos 100 metros. Eu as admiro bastante.