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Luis Fabiano avisa à torcida: 'Querem me xingar, me xinguem'

Atacante do São Paulo chegou a pensar em conversar com a diretoria após os protestos de sábado 28/06/2012 às 11:40
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Luis Fabiano e Lucas comemoram gol: o primeiro saiu machucado e o segundo fez o tento da vitória
LANCEPRESS! São Paulo (SP)

Luis Fabiano deu uma longa entrevista na manhã desta quinta-feira e não fugiu das perguntas, em meio à crise do São Paulo. Capitão do time na ausência de Rogério Ceni, o atacante pensou em conversar com a diretoria devido aos protestos contra ele e o time, mas se consultou com pessoas de confiança e decidiu não falar com os dirigentes:

- Não é bem picar a mula e sair. Era conversar com a diretoria e ver o que pensam sobre o caso. No primeiro momento, pensei se era justo eu passar por isso por todo esforço que fiz, por tudo que deixei de ganhar para estar aqui e pela minha lesão.

- Quando voltei, eu já sabia disso, de um jogo para o outro muda tudo. A gente entende (as críticas do treinador), não gosta de ser escrachado, mas entende porque a torcida é apaixonada. Eu tenho um objetivo e vou cumprir meu contrato até o final, tenho mais três anos pela frente. Vou tentar conquistar títulos e paciência. Querem me xingar, me xinguem. Vão ter muito tempo ainda para me xingar - completou Fabuloso.

O atacante não esteve em campo diante da Portuguesa porque estava suspenso. No entanto, ele foi um dos alvos da torcida, que o chamou de "pipoqueiro". Luis Fabiano passou por situação semelhante em 2004.

Após ser eliminado pelo Once Caldas (COL) na Libertadores daquele ano, o camisa 9 foi muito criticado pelos torcedores. A pressão foi forte e fez Fabuloso deixar o clube rumo ao Porto (POR). Agora, ele vê a situação de forma diferente:

- Eu não vi os protestos porque não joguei. Fiquei sabendo porque houve várias músicas criativas. Até reservas foram criticados. Mesmo se eu estivesse no campo, já sabia que isso aconteceria. Eu já iria preparado, já sabia que aconteceria. Tenho três anos de contrato aqui e vou cumprir até o fim. Não tenho porque pedir para sair. Tenho propostas para sair, se eu quiser. Mas não quero. Terão de me aturar por muito tempo. Ganhei títulos no Sevilla, no Porto, e não é possível que eu não seja campeão aqui.