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Lutador do Amazonas vai competir em Las Vegas

Depois de vencer vários eventos nacionais, Ronys Torres, de 26 anos, assina com o MMA Series 14/06/2012 às 09:31
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Na gringa > Amazonense treina forte para novo desafio
Paulo Ricardo oliveira Manaus

O lutador Ronys Torres da Cunha, 26, está de volta à crista da onda dos eventos internacionais de MMA. O faixa-preta de jiu-jitsu da Nova União acaba de assinar contrato com o MMA Series, organizado por uma poderosa rede de hotel de Las Vegas (EUA), programado para o final de julho e início de agosto, provavelmente no MGM Grand Garden Arena. O certame prevê lutas casadas e também disputas no sistema de Grand Prix (GP) nas categorias leve (até 70 quilos) médios (até 84 quilos) e pesado (acima de 100 quilos), nos moldes do Bellator, evento que já chegou a 70 edições. No caso dos GPs, o campeão terá três lutas até conquistar o título. Conforme André Pederneiras, o Dedé, treinador e empresário de Ronys, a premiação para o campeão de um GP chega a US$ 500 mil (mais de R$ 1 milhão). “É um evento organizado por um grupo forte. Será uma ótima oportunidade para o Ronys provar que é um dos melhores do mundo na categoria leve. Ele é favoritíssimo ao título”, explicou Dedé.

Somente para entrar em ação no octógono, Ronys deve embolsar no mínimo US$ 30 mil, valor que passaria de R$ 60 mil. Os adversários ainda não foram divulgados porque a organização está fechando o card de lutas, mas devem figurar lutadores tops. “Eles não estão divulgando nem pra gente os nomes dos participantes. Só vamos conhecer no dia do lançamento oficial do evento”, diz o treinador.

Empolgado com o retorno à peleja na terra do Tio Sam, Ronys, que já disputou duas lutas no UFC, mas foi demitido, se diz pronto para fazer diferente no MMA Series. “Acho que eu evolui bastante em outros aspectos como na trocação, por exemplo. Isso agrada aos organizadores dos eventos internacionais”, pondera o manacapuruense, considerando que lutar fora do País aumenta significativamente suas possibilidades num mercado que é tão rentável quanto disputado. “Acho que um contrato para um evento internacional abre portas para o mundo. Estou pronto para fazer o meu melhor. Quem resolveu a questão contratual foi meu treinador e empresário Dedé. Foi bom para mim, porque eu vou voltar a lutar no cenário internacional. Eu não via a hora de voltar e dar um upgrade na<br/> carreira”.

O lutador local considera o MGM Grand Garden o templo sagrado  das lutas. “Já teve o auge do boxe e agora é o MMA”.

Drama e sucesso

Ronys está em Manaus desde domingo e amanhã parte para Manacapuru onde passa o fim de semana com amigos e familiares.  O lutador, que cumpre agenda de compromissos voltados ao desporto local, vive um drama na família por conta de um glaucoma avançado que já comprometeu 80% da visão da mãe dele, Maria de Lurdes, de 50 anos. “Isso me preocupa um  pouco porque  a cirurgia tem 90% de chance de dar errado, porque o glaucoma já cegou a vista direita. Ela só enxerga 20% da vista esquerda. Mas se Deus quiser vai dar tudo certo. Vamos orar muito”.

Celebridade do esporte local, Ronys aproveita a fama de lutador para firmar parcerias de olho em um bom patrocínio. Ele foi convidado especialmente para dar a largada da Corrida do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Manacapuru. “É sempre bom  participar desses eventos porque você faz contatos. Há pessoas que me ajudam, como o Fabrício (Lima, ex-secretário municipal de esportes e atual vereador) e a Alessandra (Campelo, titular da Secretaria de  Estado da Juventude Esporte e Lazer), que sempre dão força”.

Três perguntas para Ronys Torres 

1 Você fez dez lutas nos últimos  12 meses na tentativa de voltar ao UFC. Mas isso não aconteceu. O Ultimate ainda é seu objetivo ?

Cara, meu foco não é mais esse. Eu dei tudo de mim e me sacrifiquei bastante para voltar ao UFC, mas não rolou. Eles disseram que se eu vencesse quatro lutas seguidas por nocaute ou finalização me chamariam de volta. Venci dez lutas das quais apenas duas por pontos. A maioria foi por nocaute ou finalização. Meu foco agora é o MMA Series, que me contratou.

2  A dificuldade de perder peso para estar no limite da categoria ainda lhe tira o sono?

Putz. Essa é uma dificuldade que nunca acaba. Perder peso é meu principal adversário. Hoje eu estou com 88 quilos. Terei que perder 18 quilos até o fim de julho para bater a categoria. Meu corpo já acostumou com isso. Mas até chegar ao ideal é um sacrifício.

3  Sua vida profissional está fluindo, mas um dia terá que se aposentar. Já tem data certa para isso. O que vai fazer quando parar?

Pretendo parar de lutar com 35 anos. Quando isso acontecer eu volto para Manacapuru. Isso é fato. Vou liderar algum projeto social para formar lutadores ou até mesmo seguir a carreira política, como vereador, por exemplo. As pessoas falam muito isso comigo. A vida política me interessa.