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'Magos' são as apostas do Botafogo e Flu pela final

Renato, pelo Botafogo e Deco, pelo Fluminense podem decidir o Clássico Vovô e levar seus clubes para a final do primeiro turno 23/02/2012 às 09:25
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Renato e Deco travarão duelo à parte no Engenhão
Lance ---

A magia, definitivamente, estará no Clássico Vovô. A segunda vaga na final da Taça Guanabara sai hoje, a partir das 21h, no Engenhão. Pelo Botafogo, Renato. Pelo Fluminense, Deco. Ambos apelidados de Mago na Europa. Com transmissão em tempo real do LANCENET!, medirão a força de seus feitiços para manter o sonho do título do primeiro turno vivo.

A experiência da dupla pode ser decisiva para alvinegros ou tricolores irem à final. Apesar do talento, Renato e Deco jogam de forma simples. Magos discretos, mas com poderes difíceis de serem neutralizados. O duelo não é novo. Na Espanha, Sevilla e Barcelona logo perceberam a eficácia dessas mágicas.

Além do mesmo apelido, outra coincidência: a “mania” de aplicar chapéus. Mas talvez para esconderem o que que podem aprontar logo mais, ambos minimizaram o poder de suas mágicas.

– Não acho que sou tão mago. Na Espanha brincavam muito porque eu dava chapéus nos jogos. Lá chamam de sombreiro. Alguns torcedores só iam para ver os chapéus – recordou Renato ao L!NET.

– Ganhei esse apelido no Porto. Tive destaque atuando como o armador e a torcida começou a me chamar assim, após eu dar chapéu em um jogo, e pegou. Mas não me considero assim, faço o que posso para ajudar a equipe – conta Deco ao L!NET.

Modestos com seus poderes, mas bem conscientes do dano que pode ser causado pela poção do rival.

– O Renato é um volante que sabe sair para o jogo. Um jogador que eu gosto de ver jogando pela qualidade e visão de jogo que tem – resumiu o camisa 20 do Tricolor.

– Deco tem muita qualidade e inteligência. É difícil de ser marcado, tem um bom controle da bola e não pode ter espaço. Temos que ficar atentos, ele é o cérebro do Fluminense, tem muita habilidade e sabe enxergar o jogo como poucos. É um jogador completo – elogiou o camisa 8 do Glorioso.

Quem for ao Engenhão poderá ter a oportunidade de assistir uma partida cheia de surpresas. Porém  o clássico mais antigo do futebol brasileiro – e o quarto da América do Sul – poderá ter uma pitada de magia. Porém, nada de truques de ilusionismo. O verdadeiro valor da magia não está no grau de dificuldade, mas na simplicidade. Principalmente quando a final está tão perto. 

RENATO SUBSTITUI O OUTRO MAGO DO BOTAFOGO

Hoje é dia de Renato assumir o show do Mago Maicosuel, que está com lesão na coxa esquerda e pode até não atuar em uma possível final. Apesar dos estilos diferentes, o mágico de Sevilla não tem deixado por menos e vem impressionando. Neste Estadual, Renato tem mais passes certos do que Maicosuel.

De acordo com o Footstats, em sete jogos Renato teve êxito em 265 passes, contra 215 de Maicosuel. Nos erros, respectivamente, foram 19 e 23. Nas viradas de bola, Renato mostra toda sua precisão. Ele é o melhor jogador do Cariocão no quesito, com 20 acertos e nenhum erro. No último Brasileiro, o volante alvinegro havia sido o segundo neste fundamento.

Prevendo trabalho no clássico, Renato, de 32 anos, avalia que o jogo será no meio de campo. Com certeza, no meio campo, vai ter uma disputa boa, já que o nosso meio campo também é bom e vai fazer combate ao meio campo do Fluminense

DECO VOLTA AO TIME APÓS DOIS JOGOS FORA

Fora dos últimos dois jogos do Fluminense na Taça Guanabara – diante do Americano, devido a um incômodo no tornozelo esquerdo, e do Bangu, por causa de um problema gástrico – o apoiador Deco está de volta à equipe titular tricolor e ao lado de Thiago Neves será o responsável por municiar os atacantes diante do Botafogo.

No último treinamento antes do clássico, realizado ontem à tarde, nas Laranjeiras, o luso-brasileiro mostrou desenvoltura e que está pronto para o confronto. Junto com os demais companheiros, participou de um treino de finalizações e cobranças de pênaltis e teve ótimo aproveitamento.

Deco tem sido acompanhado de perto pelo preparador físico do clube, Cristiano Nunes, fazendo um trabalho muscular diferenciado, que tem como objetivo prevenir o camisa 20 de futuras lesões, algo que tem incomodado o meia desde sua chegada ao Flu, em 2010.

Bate-Bola com Renato, o Mago do Botafogo, exclusivo para o L!NET

1) Não é comum um volante dar balões. Já teve gente que não gostou?

R: Tinha o técnico Joaquín Caparrós, que não achava necessário dar balões. Ele gritava: "Sombrero,no!" (risos). Ele não gostava, mas esse é um recurso que tenho. Uso até hoje e creio que me ajuda bem.

2) Tem adversário que encara esse artifício como falta de respeito?

R: Para mim, o balão não é uma forma de desmoralizar o rival, mas um artifício de jogo. Por exemplo: você domina uma bola meio mal, o adversário chega rapidamente e, então, é preciso tentar o chapéu. O Neymar também usa muito esse recurso e mostra como ele é objetivo e funciona durante os jogos.

3) Não é arriscado dar um balão?

R: Claro que é um risco. Se eu perder a bola, posso tomar um gol. Mas é uma forma de fazer uma jogada pelo seu time. Às vezes, é a melhor solução. Pode dar início a um lance de velocidade. O futebol permite esse recurso e eu faço uso dele.

4) Na Espanha, qual era a sensação da torcida em ver os chapéus?

R: Era legal, a torcida gostava. O torcedor espanhol espera futebol bonito de todos brasileiros que atuam por lá, já que viram de perto a Seleção na Copa de 1982. Os brasileiros são adorados, mas a responsabilidade é grande. Todos querem ver beleza em campo. E eu sabia que precisava contribuir com isso.

Bate-Bola com Deco, o Mago do Fluminense, exclusivo para o L!NET

1) Como eram os confrontos entre Barcelona e Sevilla, na sua época contra o Renato?

R: O Campeonato Espanhol naquele momento era o melhor campeonato do mundo. Eu lembro que eles tinham muita qualidade e jogadores muito rápidos. Tinham o Adriano, o Renato, o Luís Fabiano na frente, tinha o Kanouté.

2) E como foi começar a carreira no mesmo clube que o Renato?

R: É legal a gente começar no Guarani. Passei pela base do Guarani, depois acabei indo para o Corinthians. Depois, cada um seguiu o seu caminho e jogamos em lados opostos outra vez na Europa. E agora essa oportunidade bacana de voltar a jogar contra ele aqui no Brasil neste clássico.

3) Você tem uma carreira vencedora. Acha que falta alguma coisa?

R: Acho que não. A única coisa que falta é que quero tentar acabar meu contrato aqui com uma sequência boa, quero deixar uma marca no Fluminense.

4) Sonha ser um grande ídolo da História do clube?

R: Não tenho ambição de ser o maior ídolo da torcida, até porque não tenho tempo para isso, porque o contrato é curto. Quero deixar uma lembrança bacana, algo que aconteceu em todos os clubes por onde passei.