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Marcos Aurélio Galvão, o Loro: "Vou lutar pela minha mãe"

 Loro tenta tirar forças do drama pessoal como combustível para vitórias no octógono. Lutador amazonense tatuou o nome da mãe no braço esquerdo 24/02/2012 às 14:19
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Loro leva uma gravata da esposa Paula Galvão
Paulo Ricardo Oliveira Manaus (AM)

Um dos primeiros amazonenses a tentar fama e dinheiro em pelejas de MMA nos Estados Unidos e no Japão, Marcos Aurélio Galvão, o Loro, de 29 anos, vive um doloroso drama familiar: desenganada pelos médicos, sua mãe, Maria Mercedes, 57, está em coma induzido na Fundação Cecon em razão de uma leucemia, agravada por pneumonia e hepatite essa semana.

Contratado do Bellator, segundo evento do gênero em importância nos EUA, o lutador teve de deixar a fase mais intensa do treinamento para o GP da categoria pluma (até 61 quilos), programado para 31 de abril, no Cassino Tropicana, na cidade de Nova Jersey, para acompanhar a luta de Mercedes contra o câncer que afeta a células brancas do sangue.

Quem quiser doar sangue para dona Mercedes deve procurar o Hemocentro do Amazonas (Hemoam). “Infelizmente eu voltei à cidade que tanto amo nessa situação. Entrego nas mãos de Deus. Se tiver de enterrar minha coroa, tudo bem, é a vida. Peço força dos meus amigos e fãs daqui de Manaus para doar qualquer tipo de sangue à minha mãe no Hemoam e torcer por esse milagre.

É só dizer o nome dela e fazer a doação”. Em meio ao estresse emocional causado pelo quadro de saúde da mãe, Loro buscou forças em ombros amigos, a exemplo do seu mestre de jiu-jitsu, Nonato Machado, também incentivador na carreira no MMA.

“É nessa hora que a gente conta com os amigos. Tenho gratidão pelo Nonato, porque foi aqui que eu comecei. Ele foi o pioneiro”. ralação nos States Marcos Loro mora com a esposa Paula Galvão, 30, no bairro do Queens, localizado em Nova Iorque, centro financeiro dos EUA, onde ganha a vida dando aulas de jiu-jitsu e disputando lutas de MMA no Bellator, cujo contrato vai até 2013.

O lutador mora em uma casa alugada a US$ 2 mil (R$ 4,5 mil) por mês e ganha em torno de US$ 5 mil (R$ 10,5 mil) cada vez que luta. “Todos pensam que a gente é rico porque mora em Nova Iorque. Mas não sabem o aperto que a gente passa. O custo de vida é muito caro. Numa churrascaria, a cabeça custa US$ 100 (R$ 250)”, explica Paula, que abandonou a faculdade de educação física no Rio de Janeiro para a ajudar o marido no projeto de conquistar o cinturão dos plumas do Bellator.

“Eu o ajudo em tudo. Faço a parte de imprensa, as redes sociais, cozinho para manter a dieta dele”, enumera a esposa.

Loro, que ainda tem seis lutas em contrato com a organização, diz não sentir qualquer lesão no corpo ou na cabeça e que nem pensa em se aposentar, embora esteja próximo aos 30.