Publicidade
Esportes
Craque

Mari evita tom agressivo e revela diálogo rápido de corte e choro de companheiras

Conhecida por certo destempero, a ponteira deixou o tom agressivo de lado para falar sobre a decisão do técnico José Roberto Guimarães e a relação com as companheiras 13/07/2012 às 08:40
Show 1
Mari usa camiseta londrina e exibe tatuagem com arcos olímpicos em entrevista coletiva após corte da seleção que disputará a Olimpíada
Uol/ Esporte ---

Campeã olímpica em 2008, Mari perdeu a chance de disputar a terceira Olimpíada da carreira. A 17 dias da abertura dos Jogos de Londres, ela foi oficialmente cortada da seleção brasileira de vôlei. Conhecida por certo destempero, a ponteira deixou o tom agressivo de lado para falar sobre a decisão do técnico José Roberto Guimarães e a relação com as companheiras.

Mari concedeu entrevista coletiva na área social do prédio onde mora no Rio de Janeiro dois dias após receber a notícia do corte. Ela não chorou em nenhum momento, mas ficou com a voz embargada em muitas respostas. Nas palavras, deixou claro que não concorda com a decisão de Zé Roberto, mas evitou qualquer ataque pessoal ao treinador.

“Não me surpreende. Não sei o que falar a respeito do Zé. Não vai mudar em nada. A gente sempre teve uma relação extra quadra, mas deixou a relação muito mais profissional nos últimos anos. Ele fez o que achou que tinha que fazer e o que achou que era melhor para o grupo. Talvez ele não tenha pensado na dimensão que isso ia tomar. A decisão é dele, se tiver que responder por alguma consequência, ele vai responder. Foi uma decisão difícil para ele”, falou a ponteira.

Mari recebeu a notícia do corte na porta de seu quarto no CT de Saquarema. “Eu estava voltando da lavanderia com a roupa na mão. Ele pediu para deixar a roupa e conversar. Falou que ia me cortar por questões técnicas e que íamos ter que nos separar, infelizmente”, relembrou. “Ele me cortou de tarde. Estava todo mundo nos quartos dormindo. Liguei para a Fabizona [central Fabiana] e a Sheilla estava junto e ficou alvoroçada e mal. As meninas saíram dos quartos. Fabi estava um pouco inconformada. As que estavam dormindo, me ligaram depois. Fabizinha me ligou chorando muito. Acho que eu estava melhor do que elas”.

A ponteira de 28 anos contou que foi às lágrimas apenas na despedida das companheiras. “Chorei quando elas me abraçaram. Não teve como. Tinha que dirigir até o Rio. Elas ficaram preocupadas com isso. Mostra a preocupação do grupo comigo, a Fabíola e as próximas que forem cortadas”, disse.

Mari disputou os Jogos de Atenas-2004 e Pequim-2008, mas não irá a Londres. A ponteira teve queda de rendimento na última temporada e o técnico Zé Roberto já mostrava insatisfação com seu desempenho. Mesmo assim, a jogadora se disse injustiçada e planeja viagem durante a Olimpíada – falou que assistirá aos jogos se conseguir e assegurou torcida para as ex-companheiras.