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Max Lélis: fazendo história na Arena da Amazônia

Zagueiro e capitão do Remo, do Pará, jogador fala da sensação de marcar o primeiro gol na estádio que sediará partidas da Copa do Mundo, em junho 13/04/2014 às 14:21
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Max Lélis marcou os dois gols do Remo no empate por 2 a 2 com o Nacional
Antônio Barros Jr. Manaus (AM)

Independentemente dos atacantes que brilharem na Arena da Amazônia durante os quatro jogos da Copa do Mundo em Manaus, nenhum chegará aos “pés” do zagueiro-artilheiro e capitão do Clube do Remo na Copa Verde, Max Lélis. Ele fez os dois gols dos visitantes no empate em 2 a 2 com o Nacional e, assim, se consagrou como o primeiro artilheiro da história do novo palco manauara na Copa do Mundo. Max atualmente é o capitão do Leão Azul do Pará e admitiu que marcar gols fora de casa em um jogo do mata-mata e ainda inaugurar um dos palcos utilizados no Mundial foi um feito histórico. “Quando foi confirmado que o nosso jogo seria a partida inaugural, precisávamos do resultado fora de casa. Queríamos fazer história”, disse o jogador para o CRAQUE.

Natural de Perdões, Minas Gerais, o jogador admite que os gols na Arena mexeram com a sua carreira. “Quando fui para o jogo, não tinha o pensamento de fazer esses gols. O foco mesmo de todos da equipe era a classificação, independente de quem marcasse gol. Mas acabou acontecendo e, além disso, todos os gols passaram em todo o Brasil, o que foi importante para a minha carreira”, afirmou o jogador, que marcou o tento histórico aos 32 minutos do 1º tempo. O outro gol foi na segunda etapa do jogo.

No hall da fama

Agora, o jogador Max Lélis se junta ao seleto grupo dos que fizeram os primeiros gols nas arenas que serão utilizadas na Copa do Mundo no Brasil: Washington no Maracanã (no jogo amigos do Ronaldo contra amigos do Bebeto), Kleberson (Bahia) na Arena Castelão, e Renato Cajá (Vitória) na Arena Fonte Nova, Bocão (Brasiliense) na Arena Mané Garrincha, Adalberto (América-RN) na Arena das Dunas, Fabrício (Internacional) no Beira-Rio, Marcos Rocha (Atlético-MG) na Arena Mineirão e Luiz Eduardo (Náutico) na Arena Pernambuco.

Um dos responsáveis pela contratação de Max Lélis, o técnico Charles Guerreira admite que ficou surpreso com o desempenho do jogador no jogo. “Acho que foi uma das melhores atuações dele. Ele anulou o Fabiano e foi muito bem na bola aérea no primeiro gol. No segundo, ele deu uma boa impulsão, não tocou em ninguém e botou a bola para dentro. Ele mostrou como se faz”, disse o treinador.

Charles disse que foi o espírito de liderança o motivo de Max ser escolhido como capitão da equipe.

Carreira

Campeão mineiro e vice com o Ipatinga, onde atuou durante quatro anos, o “xerife” tem ainda em seu currículo passagens por Guarani (SP), ABC (Natal) e no São Bernardo (SP). O jogador afirmou que, atualmente, o foco do planejamento da equipe é a Série D. “Propostas sempre são bem vindas e hoje em dia temos que analisar todos os fatores. Fiz uma aposta em vir para o Remo”, disse Max.