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Medalhistas exercem direito de voto na eleição do sucessor de Gesta na CBAt

Roberto Gesta de Melo, 66, inicia, às 9h nesta sexta-feira, no Salão Rio Negro A, do Hotel Tropical, o ritual que vai durar um ano, de passar o bastão para seu sucessor 10/02/2012 às 09:14
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Roberto Gesta (esquerda) e seu sucessor José Martins. O novo presidente quer investir na revelação de talentos.
André Viana Manaus

 O único amazonense que preside uma federação esportiva nacional - e que também é o dirigente que está a mais tempo no poder no Brasil -, Roberto Gesta de Melo, 66, inicia, às 9h nesta sexta-feira, no Salão Rio Negro A, do Hotel Tropical, o ritual que vai durar um ano, de passar o bastão para seu sucessor. À frente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) desde janeiro de 1987, Gesta foi o mandatário do segundo esporte que mais deu medalhas Olímpicas para o País (14 ao todo, contra 16 da Vela) por 25 anos, o equivalente a seis edições do jogos, e vai aumentar seu recorde em Londres.

A despedida de Roberto Gesta da CBAt, porém, não o deixa triste. Prova disso foi o jantar oferecido, ontem, pelo mandatário aos membros da Assembleia que vai aclamar o único candidato ao cargo que ocupa, o atual presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA), José Antonio Martins Fernandes.

Realizado na churrascaria Búfalo, localizada no bairro Vieralves, zona Centro-Sul de Manaus e acompanhado de perto pelo CRAQUE, o jantar contou com um rodízio de medalhistas Olímpicos como Joaquim Cruz (medalha de ouro em Los Angeles, 1994), Robson Caetano (bronze em Seul, 1988, e em Atlanta, 1996), no revezamento 4x100 e outros nomes consagrados da pista.

A presença de nove - entre os onzes medalhistas Olímpicos vivos do atletismo (os únicos que não puderam vir a Manaus foram Vanderlei Cordeiro de Lima e Claudinei Quirino da Silva) tem uma razão de ser. Os medalhistas Olímpicos têm poder de voto. “Vim para Manaus para acompanhar essa transição. O Gesta tirou o Atletismo brasileiro da falência e o colocou num patamar inimaginável no começo da década de 1980. Tenho certeza que Martins (novo presidente) dará prosseguimento ao trabalho realizado por Gesta”, comentou Joaquim Cruz.

Sentado ao lado do seu sucessor, Gesta disse que deixará a CBAt com a sensação de dever cumprido. “O fato da CBAt sair de Manaus não deve ser encarada com tristeza. Quando eu assumi a presidência, ela era no Rio de Janeiro. Em 1992, eu a trouxe pra cá. O novo presidente tem o direito de fincar a sede em seu Estado, da mesma forma que eu tive”, explicou Gesta, .

 

 Gesta em Londres

 A permanência de Roberto Gesta em mais uma Olimpíada será possível graças a um acordo feito no ano passado junto aos membros da Assembleia. Na ocasião ficou estabelecido que a eleição na CBAt, prevista para acontecer em 2013, seria antecipada, mas que o novo presidente só assumiria o cargo um ano depois para que Gesta completasse mais um ciclo Olímpico. 

O dirigente amazonense seguirá presidindo a Confederação Sul-Americana do Atletismo (Consudatle) e a Associação Ibero-Americana de Atletismo (AIA), além de ser membro de conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf). “Ainda tenho muito serviço a prestar ao atletismo. Ele é a minha vida”, definiu Roberto, deixando claro que a saída da CBAt não será seu último gesto no esporte.