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Medalhistas paralímpicos voltam a Manaus para o Natal pela 1ª vez após ida para SP

Tanto Laiana Batista, do vôlei sentado, como Guilherme Marcião, do tênis de mesa, estão morando em São Paulo desde o começo do ano 24/12/2017 às 05:30 - Atualizado em 24/12/2017 às 09:15
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Foto: Antônio Lima
Camila Leonel Manaus (AM)

Natal é uma época de reflexão e agradecimento e na casa das famílias dos paratletas Laiana Batista e Guilherme Marcião da Costa não será diferente. Em Manaus para comemorar as festas de fim de ano com a família, os medalhista nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, falaram com o CRAQUE sobre as conquistas do ano de 2017, que foi de muitas mudanças. Uma delas, em comum para os dois, foi a mudança de cidade. Tanto Laiana como Guilherme estão morando em São Paulo desde o começo do ano.

No caso de Laiana, paratleta do vôlei sentado, a mudança aconteceu após a contratação pelo Sesi/SP. A mãe de Laiana, Lislei Rodrigues, fala que “o coração ficou muito feliz” por ela estar, mesmo que temporariamente, em Manaus. “Estava com muita saudade da minha filha” e para comemorar o Natal em família, mãe e filha garantem que terá a festa de sempre. “O point sempre é aqui. Vem a família toda e é a maior festa”, descreve Laiana.

Motivos para confraternizar e comemorar não faltam. Além do contrato com um time de vôlei sentado, Laiana conquistou o Campeonato Brasileiro de Vôlei Sentado, jogou o Pan-Americano da modalidade no Canadá, onde conquistou a medalha de prata, e o que ela considera mais importante: fez mais jogos e conseguiu aumentar seu nível.

“Passei a treinar e me dedicar exclusivamente para a modalidade tanto que nosso nível deu uma elevada. Eu sentei mais na quadra para representar o Brasil e ficamos com a medalha de Prata em Montreal. Foi muito legal porque tiveram outros eventos que eu nem sentava na quadra e ficava triste porque não tinha aquela qualidade e agora sentei mais vezes e me senti importante. A cada ponto marcado e deu para sentir o gosto da conquista na hora que coloquei a medalha”, disse.

Laiana confessa que desde que foi chamada para jogar vôlei sentado não imaginava que um dia iria jogar profissionalmente. “Eu não esperava. Na verdade, quando cheguei na modalidade, a ideia seria trazer o vôlei sentado para o Amazonas. Queria montar e treinar uma equipe, nunca pensei em jogar no alto rendimento. Mas isso me deu muita esperança de melhorar e aumentar o nível e, claro, de trazer e iniciar aqui”, declarou.


Foto: Márcio Silva

Mudanças gerais

O ano de 2017 também foi de muitas mudanças para Guilherme da Costa, paratleta do tênis de mesa. Além de mudar de Brasília para São Paulo, ele também mudou de equipamento e de cadeira, mas apesar disso, ele se encontra satisfeito por ter mantido o nível. A mudança para São Paulo aconteceu após uma exigência da Seleção Brasileira. Hoje Guilherme treina na melhor estrutura do País. Segundo ele, “foi uma condição que me foi oferecida por conta da medalha”.

“Foi um ano que eu tive que colocar tudo que eu aprendi no tênis de mesa em prática pra realmente manter o mesmo nivel. Hoje sou o 15° do mundo, continuo com o melhor ranking da minha carreira e a vida é movida por desafios. Então foi um ano de autoconhecimento e de colocar em prática tudo o que eu aprendi”, declarou o paratleta que neste ano foi campeão Brasileiro, de duas etapas da Copa Brasil, Campeão da Copa Tango, na Argentina e vice no Pan-Americano.

Todas as conquistas, para Guilherme estão baseadas em três pilares: Deus, família e ele mesmo. “Juntando tudo isso, as perspectivas, daqui para frente, é colher os frutos das coisas que eu venho plantando desde 2006 (quando se recuperou de um acidente e começou a jogar tênis de mesa). Acredito na base familiar que meus pais me deram. Acredito nos princípios e virtudes para continuar colhendo frutos e fazendo uma brincadeira: a meta é não ter meta, quando chegar dobra a meta”, disse.

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