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Meninas do “Royal Derb Girls” misturam graça em esporte dinâmico, em Manaus

Um esporte essencialmente feminino sobre quatro rodas e de contato corporal. Nada de tacos, redes, bolas ou cordas 06/01/2013 às 15:18
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Praticantes de “Royal Derb Girls” despertam atenção do público
Nathália Silveira Manaus

Um esporte essencialmente feminino sobre quatro rodas e de contato corporal. Nada de tacos, redes, bolas ou cordas. Entretanto, muita atitude e estilo. Assim é o Roller Derby, uma modalidade que à primeira vista lembra o hockey e teve origem no Texas (Estados Unidos) em 1930, com auge na década de 70.

Em Manaus, oito meninas já aderiram a atividade e formam a Liga Royal Derb Girls. A turma se encontra duas vezes na semana no Parque dos Bilhares para treinar. Mas, à primeira vista, não se deixe enganar pela beleza dessas garotas. Por trás de toda graciosidade, elas escondem velocidade, brutalidade e força, características essenciais para se tornar uma super Roller Girl.

“A gente precisa ter muita força, pois no jogo quando caímos temos apenas dois segundos para levantar. Não há embromação. Além disso, temos que saber cair . Se não, a qualquer hora, podemos quebrar uma parte do corpo”, diz Maria Cláudia Batista, que fundou o grupo há dois anos após assistir o filme Whip It! (Garota Fantástica) dirigido por Drew Barrymore e estrelado por Ellen Page. Com a ajuda da sétima arte em solo brasileiro, logo surgiu o primeiro time do Brasil em 2009, as paulistanas Ladies of HellTown e em seguida a Sugar Loathe Derby Girls, primeira liga do Rio de Janeiro, e a segunda do País.

Regra Mas se você que nunca ouviu falar desse esporte deve estar se perguntando: E como joga?! “Não é tão difícil quanto as pessoas pensam, tudo realmente é uma questão de adaptação”, afirma Maria, ao explicar que o jogo acontece numa pista oval na qual dois times jogam sobre patins do tipo quad (aqueles com duas rodas na frente e duas atrás).

Cada time tem cinco jogadoras, uma jammer (atacante) e quatro blockers (bloqueadoras) sendo que uma é a pivô. Na pista as bloqueadoras formam um grupo chamado Pack, onde a Pivô vai à frente para controlar a velocidade do grupo (quando seu time esta perdendo a pivô diminui a velocidade e quando esta ganhando aumenta) e alguns metros atrás posicionam-se as atacantes de ambos os times.

No primeiro apito o bloqueio sai e realiza a estratégia para não permitir que a atacante do time contrário ultrapasse o grupo. No segundo apito as atacantes saem em velocidade para ultrapassar o bloqueio adversário. A partir da segunda volta dada na pista a atacante começa a marcar pontos, um para cada bloqueadora que ultrapassar do time oposto.

“Numa competição são dois tempos de trinta minutos e a cada dois minutos um intervalo de 30 segundos. Por isso, cada equipe tem que ter 14 jogadoras, pois como há um desgaste muito grande, as jogadoras podem ser substituídas a qualquer momento”, conta uma das mais velhas a compor a Royal Derb Girls, Paula Barros, ao avisar que o grupo está alistando garotas corajosas a ser uma roller. A primeira reunião do ano é dia 16 de janeiro, no Pq. dos Bilhares (segunda etapa), às 19h.

Mas não esqueça, é preciso ter atitude para praticar esse esporte, pois uma roller derby de verdade orgulhar-se dos diversos roxos e arranhões adquiridos em cada disputa.

Paula Barros - Uma das patinadora pioneiras do Royal Derb Girls

1 Para ser uma roller girl é necessário ter preparo físico. Dessa forma, como vocês trabalham isso?
A cada 15 dias a gente realiza o “off skate”, quando as meninas largam os patins e dão atenção a parte física do conjunto, realizando atividades para fortalecer a musculatura. Assim, fazemos corrida conciliando com musculação. Para se ter ideia do nosso esforço, conseguimos em duas semanas de treinos perder quase um quilo!

2 Vocês já estão se programando para participar de algum campeonato?
Sim, nosso maior desejo é esse. Estamos nos articulando e juntando dinheiro para participar do Brasileiro de 2013. Mas como o material do roller é muito caro e as passagens também, tem que ser tudo na ponta do lápis.

3 Qual a maior dificuldade do Royal Derb Girls?
Nossa maior dificuldade são os materiais que vem dos Estados Unidos. Por isso, pagamos um alto preço pelos equipamentos, como o patins que sai a R$420. Outra dificuldade é falta de campeonatos, pois sem eles não temos como fazer intercâmbio. Além disso, a falta de divulgação da modalidade faz a gente ter dificuldade em encontrar novas rollers e formar times. Entretanto, quem vêm se apaixona pelo esporte.