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Na véspera da semifinal do Peladão, jogadores declaram religiosidade

Peladeiros do Puraquequara, Vical, Arsenal e TTA, que vão disputar a semifinal do Peladão, neste sábado a partir das 14h30, no estádio do Sesi, tem se dedicado aos treinos, mas sem deixar de orar 01/02/2013 às 10:03
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Peladeiros tem se dedicado aos treinos, mas sem deixar de orar
A crítica Manaus (AM)

Futebol e fé. Uma combinação comum nos gramados de todo o mundo, quetorna-se ainda mais intensa na reta final dos torneios. No maior campeonato defutebol amador do mundo não é diferente. Os peladeiros do Puraquequara, Vical,Arsenal e TTA, que vão disputar a semifinal do Peladão, neste sábado (02), a partir das 14h30, no estádio do Sesi, tem se dedicadoaos treinos, mas sem deixar de orar.

Para o volante do Vical, Epitácio Júnior, 35, o futebol é um dom divinoque não se aprende, ou tem ou não tem.

“Por isso temos que agradecer constantemente pela oportunidade que Deusnos dá de exercer nosso talento dentro de campo. Sempre peço proteção para osdois times, pois dos dois lados existem pessoas boas, com o dom do futebol”,disse.

Ele, que é capitão do Vical, atua como líder de jovens na igreja quefrequenta e é uma referência para os colegas. “O capitão quem escolhe é otécnico, mas o líder não. O líder é naturalmente eleito pelos colegas. Além defazer orações durante a semana, também sou eu quem dou a palavra final antes deentrarmos em campo, falando um pouco de Deus aos companheiros”, contou ojogador, que já despertou o interesse pelo Peladão em mais jovens da igreja quefrequenta.

O zagueiro do Arsenal, Alan Lopes, de 32 anos, diz que costuma pedirbençãos para ele e para todo o time.

“Frequento a igreja toda segunda-feira e também sou bastante religioso.Temos uma oração em campo que é uma espécie de grito de guerra”, comentou Alan.

Filho de pastor e muito ligado á igreja, Carlos Alberto, o Beto, écentroavante do Puraquequara e tem 29 anos. “Nosso time se conhece há anos. Sãotodos do bairro ou então já foram, por isso somos uma família e o significadode fé aumenta ainda mais, pois todos acreditamos muito em Deus, independente dereligião”, considerou Beto.

O atleta conta que, involuntariamente, também se tornou uma espécie delíder no grupo. “É automático, quando o treinador está terminando de falar oscolegas dizem ‘vai Beto, ora’. Isso é muito gratificante”.

Não é diferente parao lateral direito Jorge Nascimento, 30, do TTA. “Já nos dias de treino, peçoque Deus abençoe nossa semana e que nos livre de lesões e machucados e não nospermita brigar ou discutir em campo. Outros colegas também pregam a palavra. Afé é fundamental no grupo. É importante agradecer, mais do que pedir, inclusivena derrota”, avaliou.