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Nadadora de 88 anos conquista dez medalhas de ouro no Sul-Americano, em Manaus

A carioca Nora Rónai deu um banho de alegria e disposição e voltou para casa carregando dez douradas no peito, durante o 8º Campeonato Sul-Americano de Natação Máster realizado em Manaus. Nora Rónai participou de uma competição de natação pela primeira vez aos 69 anos 03/11/2012 às 15:50
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Nora Rónai posa com duas das dez medalhas conquistas no Sul-Americano de Natação
Lorenna Serrão Manaus

Exemplos de longevidade não faltaram no encerramento do 8º Campeonato Sul-Americano Máster de Natação, realizado neste sábado (03), na Vila Olímpica de Manaus, na Zona Oeste da capital amazonense.  O evento reuniu, durante cinco dias, cerca de 400 atletas com mais de 50 anos. Dentre os que se destacaram está a carioca Nora Rónai, que deu um banho de alegria e disposição e voltou para casa com dez medalhas de ouro no peito

Professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nora é recordista mundial de revezamento e considerada pelos colegas como uma das maiores campeãs da natação máster. Ela conta que sempre gostou de nadar e que quando era mais nova praticava outra modalidade, o salto ornamental.

“Comecei a praticar a natação por indicação da cardiologista do meu marido, Paulo Rónai, ele fazia tratamento contra um câncer na garganta, estava fraquinho e eu muito triste com aquela situação, foi quando a médica dele disse que eu precisava fazer alguma coisa para ocupar a minha mente e me deu como opção a natação eu comecei e nunca mais parei”, disse a atleta.

Nora Rónai participou de uma competição de natação pela primeira vez aos 69 anos. Ela disse que estava nadando em um clube em Nova Friburgo quando foi descoberta por um grupo de nadadores da cidade.

“Estava nadando calmamente e aí de repente um homem se aproximou e me perguntou se eu não gostaria de participar de um campeonato de natação, eu disse que sim e fui, mas esse meu início foi um tanto vergonhoso, assim que cheguei ao ginásio machuquei o pé ao tentar descer as arquibancadas, os médicos do local queriam colocar gesso eu não deixei. Neste dia participei de duas provas apenas, porque com o pé machucado a coordenação não me deixou continuar”, comentou Nora.

A aposentada que não gosta de dar conselhos sobre atividades físicas, afirma que a natação tem o dom de deixá-la feliz.

“Depois da aposentadoria temos que buscar algum tipo de lazer, algumas pessoas começam a jogar cartas, a fazer tricô ou crochê, mas eu não sei fazer nada disso, eu só sei nadar, a natação é a minha grande diversão, através dela eu faço amigos e conheço novos lugares. A natação tem o poder de me fazer feliz, quando estou triste basta entrar em uma piscina para que a alegria volte”, finalizou.