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'Não quero desculpas, quero a taça em casa', diz caminhoneiro torcedor da seleção brasileira de futebol

Antônio já está preparado e torcendo desde já. É um dos poucos exemplos de fidelidade verde e amarelo, mas sem deixar de lado o alto grau de exigência comum do torcedor brasileiro 10/11/2012 às 18:23
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O caminhoneiro Antônio Bandeira de Lima Neto é um dos torcedores que faz questão de mostrar o amor pela seleção brasileira
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Antônio Bandeira de Lima Neto, 61, é a imagem de um Brasil que se sustenta pelas estradas e  tem o futebol como única válvula de escape de diversão. Titular de um time de caminhoneiros das antigas, que cruzam as rodovias do País num jogo perigoso, driblando buracos, assaltos, cansaço, além do risco de acidentes, Antônio é um exemplo eloquente de brasileiro que não desiste nunca de sua Seleção.   A equipe canarinho pode estar mal das pernas, mas lá está Antônio, fiel e esperançoso em dias de glória para o Brasil.  

Na Copa de 2014 não será diferente. Antônio já está preparado e torcendo desde já. É um dos poucos exemplos de fidelidade verde e amarelo, mas sem deixar de lado o alto grau de exigência comum do torcedor brasileiro. A frase “Não quero desculpa, quero a taça em casa”, estampada em letra garrafal no baú do caminhão dele exprime muito bem a responsabilidade que os escolhidos de Mano Menezes terão neste Mundial, em casa.    

Mas não para por aí. Antônio pode ser considerado um viciado em Seleção Brasileira. Tudo na vida deste simpático e otimista recifense que não passou da 4ª série do ensino fundamental, mas encontrou na boleia de um truck da Mercedes Benz ano 1987 uma paixão, é temático à Seleção.

Desde a cueca, passando por meias, bermudas, camisas, chinelo, escova de dente, toalhas, fronhas, cobertores, amuletos, luzes, enfim, o dia a dia do caminhoneiro é verde e amarelo, desde a hora em que ele levanta até o momento de dormir.

“Nós temos de gostar de alguma coisa para se sentir vivo. Desde de 1970 (Copa do México, onde o Brasil conquistou o tricampeonato), eu resolvi ser um torcedor mais ativo, preocupado com o dia a dia da Seleção, assumindo as cores verde e amarelo como as preferidas. Tenho orgulho de ser brasileiro, assim como tenho orgulho de ter escolhido ser caminhoneiro. São coisas que me fazem feliz”.  

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