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Neymar e Nenê têm os maiores salários da delegação brasileira

Neymar e Nenê buscam trazer medalha compatível com valor de seus salários mensais. Hoje, é praticamente impossível a qualquer atleta brasileiro chegar perto do que fatura Neymar. O basquete também produz seus milionários. O pivô Nenê, 29, tem salário de US$ 13 milhões por ano 23/07/2012 às 09:17
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Neymar
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Duas das três medalhas de ouro que o Brasil conquistou em Pequim-2008 foram em esportes individuais - com Cesar Cielo na natação e Maurren Maggi no atletismo. Mas quem fatura alto mesmo são atletas das modalidades coletivas, sobretudo os homens. Times masculinos de futebol e basquete, que jamais conquistaram uma medalha de ouro olímpica para o país, concentram a maior quantidade de milionários brasileiros nos Jogos de Londres. A seleção masculina de vôlei, ouro em Barcelona-92 e Atenas-2004, já tem os seus.

Hoje, é praticamente impossível a qualquer atleta brasileiro chegar perto do que fatura Neymar. O atacante do Santos, 20, arrecada cerca de R$ 3 milhões por mês. O que Neymar faz fora de campo já supera até suas acrobacias e seus malabarismos dentro dos gramados.  O atacante já tem mais de dez patrocinadores pessoais e fez com que Ronaldo e Eike Batista colocassem suas empresas para disputar quem consegue mais anunciantes para ele - não assinou contrato de exclusividade nem com a 9ine do ex-jogador nem com a IMX do empresário.  Neymar ainda foi capa das duas maiores revistas de futebol da Inglaterra (“FourFourTwo” e “World Soccer") no período em que se decidiu a Eurocopa, principal torneio de seleções do continente.  “É de longe o nome mais carismático do esporte do Brasil”, diz Fábio Wolff, diretor da empresa de marketing esportivo que leva seu sobrenome e que também intermediou um contrato de patrocínio assinado pelo astro.

 Em dólares

 O basquete também produz seus milionários. O pivô Nenê, 29, tem salário de US$ 13 milhões por ano no Washington Wizards (cerca de R$ 2 milhões por mês). Anderson Varejão, Tiago Splitter e Leandrinho, os outros “galácticos” do time brasileiro de basquete, faturam um pouco menos na NBA.  Mas nenhum pode dizer que ainda não conquistou sua “independência financeira”. Varejão, por exemplo, tem salário estimado em quase US$ 9 milhões por temporada no Cleveland Cavaliers.

Os clubes brasileiros de basquete ainda não conseguem fazer como o vôlei e o futebol, que acabam segurando por mais tempo (ou repatriando mais cedo) seus principais talentos. Os maiores salários do NBB (a liga brasileira de basquete) estão na casa dos R$ 50 mil mensais. A base da seleção masculina de vôlei, treinada por Bernardinho, atua no Brasil. Do provável time titular em Londres, só Leandro Vissoto joga no exterior, no italiano Cuneo. Jogadores como Dante, Giba e Ricardinho faturam mais de R$ 1 milhão por ano atuando na Superliga.  É pouco, se comparado ao que se paga no futebol, mas ainda um sonho para a maioria dos atletas de modalidades individuais.

Visita

Os jogadores da Seleção Brasileira vivenciaram ontem o clima da Vila Olímpica, em uma visita às instalações dos atletas amadores, distante da realidade do hotel onde ficarão as estrelas do futebol. O capitão da seleção do Brasil nos Jogos de Londres, Thiago Silva, afirmou que a equipe está motivada com o espírito das Olimpíadas. “A gente fala das Olimpíadas sem saber exatamente o que é, mas quando você chega aqui, entende realmente o que significa. Esta visita nos colocou no ambiente dos Jogos e aumentou nossa motivação”, disse o novo jogador do Paris Saint Germain. Thiago Silva, um dos três atletas com mais de 23 anos na seleção de futebol, disputa sua segunda Olimpíada, após o bronze nos Jogos de Pequim-2008. “Foi uma surpresa para os jogadores, já que tudo isto é novidade para eles. Estavam acostumados a ver isto pela televisão. É um ambiente muito diferente. Todos queriam fazer esta visita para saber o que são as Olimpíadas”, disse o ex-jogador do Fluminense, de 27 anos.

Marcelo, defensor do Real Madrid, e Alexandre Pato, atacante do Milan, foram os mais assediados pelos atletas olímpicos.