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No basquete, Brasil e Argentina se enfrentam para disputar uma vaga na seminal em Londres

Brasil do técnico Rubén Magnano, encara Argentina formada por Rubén Magnano nas quartas de final 08/08/2012 às 08:46
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Jornal A Crítica Manaus (AM)

As duas maiores forças do basquete sul-americano decidirão uma vaga na semifinal da Olimpíada. Brasil e Argentina enfrentam-se hoje, às 15h (Manaus), pelas quartas de final do torneio masculino da modalidade nos Jogos de Londres.

Campeã olímpica em Atenas-2004 sob o comando do técnico Rubén Magnano - hoje à frente da seleção brasileira -, a Argentina tenta voltar ao pódio olímpico e, ao menos, repetir o bronze de Pequim-2008, quando venceu a Lituânia na disputa do terceiro lugar. Já o Brasil tenta provar sua força após 16 anos sem disputar uma Olimpíada.

O time brasileiro ficou com a segunda melhor campanha do Grupo B após vencer a poderosa Espanha, ontem, por 88 a 82. Já os argentinos terminaram em terceiro no Grupo A, após a derrota de 126 a 97 para os EUA, maior favorito ao ouro em Londres.

Sem chegar ao pódio olímpico desde Tóquio-1964, quando conquistou o bronze pela terceira vez na história dos Jogos Olímpicos, o Brasil terá dificuldades para repetir o feito obtido há 48 anos. Isto porque os veteranos astros argentinos Luis Scola e Emanuel Ginóbli fazem provavelmente sua última Olimpíada e miram mais uma medalha para a geração mais vitoriosa de seu país.

Porém, a terceira melhor campanha geral em Londres dá aos brasileiros a confiança de que a Argentina pode ser batida. Segundo Magnano, o elenco do Brasil em Londres tem “fome de glória”.

 Engasgada

 A rivalidade recente antecede até a chegada de Magnano. No Pré-Olímpico de 2007, em Las Vegas, a Argentina tirou do Brasil a vaga nos Jogos de Pequim. Três anos depois, despachou a equipe verde-amarela nas oitavas de final do Mundial da Turquia - nas duas ocasiões, o ala-pivô Luis Scola comeu a bola. No ano passado, o Brasil deu o troco em Mar del Plata, vencendo um jogo fundamental na primeira fase, e depois perdeu a final, já com as duas seleções classificadas para Londres. No pacote, ainda cabe uma revanche, desta vez em solo olímpico.

“Esse Brasil x Argentina tem todos os fatores para ser uma revanche. Eles ganharam da gente no Mundial, na final do Pré-Olímpico. Estão entalados sim”, admite o pivô Tiago Splitter, que mais uma vez enfrentará o amigo Scola, com quem jogou por muito tempo no basquete espanhol.

O técnico Magnano, que conhece bem Scola e se apressa em dizer que o ala-pivô “é humano”, sabe também que há outros nomes do outro lado. Alerta para o trio Scola-Ginóbili-Prigioni, mas não entra na onda da vingança. “Os jogadores, não sei. Mas eu não me permito pensar em revanch”, disse.