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No sufoco, Brasil conquista o heptacampeonato no mundial de futsal

Faltando exatos 19 segundos para o fim, Neto soltou a bomba e fez 3 a 2, coroando sua grande participação na Tailândia 2012 com o gol decisivo 18/11/2012 às 12:54
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Brasil é heptacampeão mundial de futsal
Oficial / Fifa ---

O relógio dava seu último giro no Gnásio Huamark para a decisão da Copa do Mundo de Futsal da FIFA. e foi na base do sufoco, da raça e do suspense que o Brasil conquistou neste sábado o pentacampeonato da Copa do Mundo de Futsal da FIFA. Na final entre as duas maiores potências do esporte, a Seleção saiu na frente, levou a virada e só conquistou o título com um gol no final da prorrogação. Faltando exatos 19 segundos para o fim, Neto soltou a bomba e fez 3 a 2, coroando sua grande participação na Tailândia 2012 com o gol decisivo.

Neto, aliás, seria duplamente coroado mais tarde, já que foi eleito o melhor jogador do evento. O Brasil ainda teve participação importante de Falcão, que marcou o gol de empate a quatro minutos do fim do tempo regulamentar. Pela Espanha, Torras e Aicardo haviam marcado.

Na quarta decisão entre os dois países, o Brasil tem agora vantagem de 3 a 1 (se deu melhor em 1996, 2008 e agora e perdeu a de 2004), tendo acumulado a segunda vitória seguida. O placar de 2 a 2 no tempo normal, aliás, havia sido o mesmo de 2008, mas, ao contrário do Mundial do Brasil, que terminou nos pênaltis, este foi decidido com a bola rolando. Para a Espanha, que buscava o tri, a derrota é a segunda seguida nos detalhes.

Equilíbrio acima de tudo
Não dava para ser diferente. No duelo entre as duas maiores forças do esporte, o equilíbrio foi enorme desde o início. Em um primeiro momento, as duas seleções se estudaram e evitaram saídas mais agudas. Com cinco minutos, porém, a Espanha passou a dominar e teve uma incrível chance de marcar com Lozano, que chutou, superou Tiago, mas Vinícius tirou em cima da linha.

A Espanha jogava melhor e criava boas chances, principalmente com Fernandão no pivô, girando e assustando ao menos em duas ocasiões. Foi somente depois do primeiro tempo pedido pelo técnico Marcos Sorato que a Seleção melhorou e se soltou, mesmo que chutasse pouco e seguisse sem acertar a meta de Juanjo – a Espanha, por sua vez, acumulou 13 disparos no primeiro tempo. No último lance de perigo, em falta para os europeus, Fernandão desviou de calcanhar dentro da área, e a bola passou raspando.

A falta de contundência na frente fez Sorato voltar para o segundo tempo com Falcão. O camisa 12, melhor jogador dos Mundiais de 2004 e 2008, começou devagar, mas logo fez o time ganhar confiança. Criando boas jogadas, a Seleção apareceu bem pela primeira vez com Rafael Rato chutando cruzado e, pouco depois, abriu o placar em chute cruzado de Neto, logo após cobrança de escanteio.

Aproveitando um raro momento de descontrole do rival, o Brasil ainda quase chegou ao segundo com Simi, mas a Espanha ainda guardava o melhor para os dez minutos finais. Usando a mesma arma brasileira, a Fúria empatou e virou em duas bolas paradas. Primeira, em uma cobrança de falta que Tiago defendeu, mas Torras pegou o rebote. Um minuto depois, em um lateral simples, Aicardo disparou, a bola desviou e matou o goleiro.

Com 2 a 1 no placar, o Brasil foi para cima, mas a Espanha teve outras chances incríveis de abrir vantagem, principalmente em outra falta, que Torras mandou na trave. Com pouco mais de quatro minutos para o fim do tempo regulamentar, Sorato mandou o goleiro-linha Rodrigo para o jogo, assim como Falcão, que havia retornado ao banco. E foi o astro que decidiu, logo na primeira ofensiva com Rodrigo em quadra: após boa troca de passe, ele soltou o pé e acertou o ângulo de Juanjo.

Com o empate, o Brasil voltou com Tiago e o jogo seguiu nervoso até o fim, terminando com o mesmo placar da final de quatro anos atrás. A prorrogação, no entanto, foi diferente. Com muito nervosismo, as duas equipes se preocupavam mais em não falhar, mas o Brasil crescia de produção na hora certa. No fim da segunda etapa, veio a primeira chance de definir em um tiro livre após a sexta falta espanhola, mas Rodrigo, que entrou só para isso, parou em Juanjo.

O tempo caminhava para o fim e as duas equipes praticamente se preparavam para nova decisão de pênaltis, mas foi então que apareceu Neto. Em boa jogada, ele recebeu pela esquerda e soltou a bomba, sem chance para Juanjo, e liberando o grito em Bangcoc. Desesperada, a Espanha ainda tentou com o goleiro-linha, mas já era tarde demais, e a comemoração seria mesmo brasileira.