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Novo Maracanã começa a receber o sistema de drenagem

Capacidade de vazão de água da chuva será de 230 milímetros por hora, o dobro da média de precipitação pluviométrica em dezembro e janeiro, época em que mais chove na região 26/10/2012 às 18:06
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Água da chuva será reaproveitada na irrigação do próprio gramado e nos banheiros
Acritica.com Manaus (AM)

Mesmo se cair uma tempestade durante a realização de uma partida no novo Maracanã, a bola vai continuar rolando sem dificuldades pelo gramado. O sistema de drenagem, que começou a ser implantado nesta semana, tem a capacidade de vazão de água da chuva de 230 milímetros por hora, o dobro da média de precipitação pluviométrica registrada nos meses de dezembro e janeiro, época em que mais chove na região, considerando os índices dos últimos dez anos: 110 milímetros por hora.

Quem garante é Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), órgão da Secretaria estadual de Obras, responsável pela reforma que está preparando o estádio para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, inclusive a final da competição. Moreno Júnior considera o sistema eficiente para todos os meses do ano, especialmente para junho e julho, época em que se jogarão as copas das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo em 2014, cuja média de precipitação pluviométrica nos últimos dez anos é de apenas 40 milímetros por hora.

"A reforma do Maracanã, além de utilizar modernas técnicas de engenharia, segue as boas práticas das construções sustentáveis e ambientalmente eficientes, como o sistema de drenagem do gramado que estamos implantando", afirmou Moreno.

De acordo com o engenheiro Daniel Gomes, responsável pela implantação do projeto, o sistema escolhido é conhecido popularmente como espinha de peixe. Embora tradicional, a sua capacidade de vazão foi potencializada. A distância entre os dutos de captação da água da chuva, que antes era de 6,3 metros, agora é de apenas quatro metros, e o diâmetro dos drenos passou de 75 milímetros para 150 milímetros.

"A água das chuvas será reaproveitada na irrigação do próprio gramado e nos banheiros, entre outras finalidades. Quando chover, a água escorrerá pelos dutos até um coletor periférico já implantado em torno do campo, de onde será conduzida para reservatórios construídos sob a arquibancada", explicou Gomes.

O sistema consiste na implantação logo abaixo do gramado de uma camada de 30 centímetros de areia misturada com matéria orgânica, que serve de adubo para o gramado, e, mais abaixo, uma faixa de brita. O trabalho termina no fim de janeiro de 2013.

Cobertura

A nova cobertura do Maracanã também vai captar água da chuva para reutilização em uso não potável nos banheiros. "Isso faz parte da certificação Leed (Leardership in Energy and Environmental Design), concedido a empreendimentos que apresentam alto desempenho ambiental e energético, em atendimento aos padrões internacionais", afirma o presidente da Emop.

De acordo com ele, cerca de 50% da água da chuva que cair sobre o estádio serão captados pela cobertura e drenados por meio de 60 calhas de concreto, que fazem parte da estrutura do Maracanã, por um sistema de sucção a vácuo.

A água será, então, levada até dois reservatórios subterrâneos, onde serão instalados filtros para tratamento da água, que posteriormente será direcionada aos banheiros.