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Esportes
ALTO-RENDIMENTO

Novo titular da Semjel diz que bolsa-atleta municipal vai permanecer para esportistas

A “receita” para chegar ao sucesso, segundo o secretário, é dar continuidade ao trabalho dos gestores anteriores, como continuar com o programa municipal 24/09/2017 às 06:02
Show sejel
Atual titular da Semjel, João Luiz Almeida afirma que vai manter o programa Bolsa-Atleta municipal, e também vai melhorar alguns projetos já existentes (Foto: Winnetou Almeida)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Nomeado titular da Secretaria Municipal da Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), no mês de julho, João Luiz Almeida da Silva, 45, pensa alto: “Quero que a Secretaria se torne uma referência”. A “receita” para chegar ao sucesso, segundo o secretário, é dar continuidade ao trabalho dos gestores anteriores, o que inclui, entre outras coisas, prosseguir com o programa Bolsa-atleta municipal, que beneficia atletas de alto-rendimento pertencentes à Seleção Brasileira, nas diversas modalidades olímpicas.

Ao falar do programa que incentiva atletas de alto-rendimento do Amazonas com uma bolsa de 4 mil reais, com acréscimo de mil reais aos atletas olímpicos e paralímpicos, o novo secretário, João Luiz, é enfático. “O Bolsa-atleta vai permanecer. Nós investimos nos atletas profissionais, olímpicos, temos vários campeões que estão levando o nome do Estado para o exterior, inclusive, temos um participante do bolsa-atleta que hoje está na Alemanha,  e lá, ele está levando o nome do Amazonas, e é isso que nós queremos, mostrar o talento que se tem aqui, e vamos continuar fazendo pelos nossos atletas, para que eles possam continuar competindo”, disse.

E, se o alto-rendimento, segundo os planos do secretário, continuará amparado, o esporte e lazer da comunidade em geral também. “Nós estamos investindo na terceira idade, temos muitos projetos, incluindo o ‘Bom de luta’, cujo objetivo é fazer a pessoa lutar nas artes marciais para que venha a ser um bom lutador, e um bom lutador é aquele que vence cada problema que aparece na sua vida; ou seja, esse projeto não visa só o esporte, visa a educação, a integração familiar, social, e queremos espalhá-lo por toda a cidade, assim como o da ‘Rua de lazer’, em que queremos proporcionar várias modalidades, então, estamos em parcerias com as diferentes federações”, explica.  

Todos esses programas já existiam, como explicou João Luiz. “O antigo Secretário, Mário Barros, fez um bom trabalho, e nós assumimos, e procuramos dar continuidade ao trabalho dele, porque o grande problema hoje é não dar continuidade ao trabalho do outro gestor, com orgulho pessoal e, com isso, quem sofre é a população. Além disso, vamos implementar outros projetos. Vimos a necessidade de revitalizar a administração da secretaria, colocar pessoas técnicas para gerir o esporte, para que possamos proporcionar um esporte de qualidade”, ressalta.

Histórico

O Secretário João Luiz afirma que sua carreira pública começou quando, após anos de trabalho social com as comunidades, foi eleito ano passado o vereador mais votado das eleições municipais, com 13.978 votos. Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ele foi presidente da Comissão de Esporte.

Para vencer a crise

As notícias que aparecem nos jornais há tempos são preocupantes: não há muitos recursos para as administrações públicas, então, como lidar com isso? O secretário João Luiz acredita que motivar as pessoas é a melhor solução. “A crise bateu no Brasil, e isso não é diferente na secretaria. A Semjel vem enfrentando dificuldades para realizar seus projetos esportivos, mas com boa vontade, nós reunimos os servidores para mostrar a importância deles na Secretaria, e com essa motivação conseguimos fazer de um limão, uma limonada, então estamos buscando parcerias privadas, tentando mudar uma lei que impossibilita essa parceria público-privada, e isso vai ser importante”, afirma ele.

Mas, além de motivar funcionários, João Luiz que mostrar à comunidade que é ela quem deve ser a principal interessada em cuidar dos espaços públicos, para não ficarem sem eles. “Nós mostramos a eles que quando entregamos um espaço público, teve investimento de impostos, do poder público, é a própria população que paga, se ela destrói, não terá outro recurso público”.