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Obras da Arena Amazônia precisam acelerar o rítmo

Para ficar pronta no prazo estimado, Estádio de Manaus terá que “correr contra o tempo” 18/12/2012 às 07:41
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Obras da Arena da Amazônia em Manaus (AM)
Adan Garantizado Manaus

Um ano e sete meses após o inicio das obras, a Arena da Amazônia concluiu sua primeira “metade”. O novo estádio amazonense atingiu o porcentual de 50,07% de construído na última semana, de acordo com dados divulgados pela Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa). Para ser entregue no prazo previsto, em dezembro do ano que vem, a obra vai precisar praticamente dobrar o ritmo que apresentou até o momento (média de 2,6% ao mês) entrar na média de 5% a cada 30 dias.

O palco baré para a Copa do Mundo de 2014 enfrentou diversos entraves desde 19 de março de 2010, dia em que a “desmontagem” do antigo Vivaldão começou a ser executada. Os imbróglios com o Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU) travaram a liberação do empréstimo de R$ 400 milhões que o Estado pleiteava junto ao BNDES. O Governo Estadual segurou a obra enquanto os recursos não eram liberados. Apenas em outubro, as parcelas do empréstimo começaram a ser depositadas normalmente pelo BNDES.

Até o momento, a obra da Arena da Amazônia já consumiu cerca de R$ 200 milhões. O custo total com o estádio será de R$ 550 milhões.

No mês de novembro, o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, criticou o ritmo das obras de Manaus e mandou um recado bem claro a capital amazonense. “A única cidade que temos comentários negativos, que tem que acelerar é Manaus. Se você olha para a foto do estádio de Manaus, entende por que é uma grande preocupação. É possível retirar um estádio”, afirmou Valcke.

Cronograma
As frentes de trabalho na Arena da Amazônia estão concentradas no fechamento do muro do pódio, construção dos camarotes, banheiros e montagem das arquibancadas superiores, que avançam no setor leste. A partir de janeiro, a metalúrgica portuguesa Martifer, contratada para fornecer a estrutura metálica da cobertura e fachada começará a montar os equipamentos necessários para edificar a cobertura. A montagem da estrutura metálica e a afixação das membranas de PTFE (material sintético translúcido) começam a acontecer em abril.

“Entramos numa fase importante que é a preparação para receber os materiais para montagem da cobertura e fachada, que deve começar a ser montada a partir de abril ou maio do próximo ano. Esta será a parte mais complexa da construção e que vai exigir um grande esforço da construtora e dos técnicos do Governo do Estado”, afirmou o coordenador da UGP Copa, Miguel Capobiango.