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Olimpíada: Ginasta Arthur Zanetti não quer pressão

O fim das decepções pode estar, agora, na força do paulista Arthur Zanetti, 22, que é vice-campeão mundial das argolas 23/07/2012 às 09:39
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Em Londres: Ele não pensa em expectativa sobre medalha
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Em duas edições olímpicas seguidas, o Brasil teve favoritos para ganhar a primeira medalha da ginástica artística do País. Em 2004, Daiane dos Santos chegou a Atenas credenciada pelo título mundial do solo, mas falhou. Em 2008, com dois ouros em Mundiais, Diego Hypolito ficou com o 6.º lugar em Pequim, também no solo. O fim das decepções pode estar, agora, na força do paulista Arthur Zanetti, 22, que é vice-campeão mundial das argolas.

Mas o ginasta tenta afastar a pressão do favoritismo. “Não penso na expectativa por medalha. Só penso em chegar na qualificatória, fazer minha série, sair satisfeito com a prova e ir para a final”, disse, com surpreendente maturidade para quem estreia nos Jogos Olímpicos. “Os outros também vão ter que fazer a parte deles”.

Arthur mede apenas 1,56m, mas vira um gigante em seu aparelho. A prata conquistada no Mundial de Tóquio, no ano passado, ficou um pouco ofuscada pelo fuso horário ingrato e o início dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro. Além disso, o ginasta é especialista em uma prova que não tem o apelo estético do solo. Testa a força, o equilíbrio e, para sorte dos traumas brasileiros, dá pouco espaço aos imprevistos.

O ginasta já faz contas sobre as notas que deve tirar em Londres para chegar bem à decisão. “Quero sair da qualificatória com algo entre 15.800 e 16.050”. Na briga pelo ouro, aposta que o pódio terá nota acima de 15.950.