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Esportes
Solidariedade

Organizadas do Amazonas fazem homenagem à Chapecoense

Torcedores de diversos clubes do Estado se reuniram na manhã deste domingo (4), na Ponta Negra, para realizar a última homenagem à Chape 04/12/2016 às 14:45 - Atualizado em 04/12/2016 às 15:18
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Com cartazes, faixas e balões, membros de organizadas do Amazonas se solidarizaram ao time de Chapecó (Foto: Winnetou Almeida)
Denir Simplício Manaus (AM)

Para muitos a tragédia que matou 71 pessoas no voo que levava a equipe Chapecoense para a Colômbia “já deu o que tinha de dar”. No entanto, para quem ama o esporte e, principalmente o futebol, a solidariedade não tem tempo para acabar.

Mostrando que a torcida amazonense, assim como todo Brasil e o mundo, também se sensibilizou com a morte dos jogadores da Chape, um grupo de torcedores de várias organizadas se reuniram na manhã de ontem no anfiteatro da Ponta Negra para homenagear aqueles que se foram em busca de um sonho.

“Queremos mostrar que o futebol vai além das quatro linhas, vai além dos estádios, vai bem além daqueles 11 jogadores correndo atrás de uma bola. A gente está aqui pra mostrar que futebol também é solidariedade”, disse Couto Júnior, 27, um dos organizadores do encontro, fazendo questão de lembrar que torcedores de várias equipes rivais apoiaram a ideia em prol.

“Hoje estão aqui todos unidos. Tem flamenguista, sãopaulino, torcedor do Nacional, São Raimundo, do Palmeiras, do Corinthians, todo mundo junto em prol da Chapecoense, em prol da solidariedade”, explicou.

Sem rivalidade

A ideia do encontro de torcidas em prol da solidariedade à Chapecoense se espalhou pela internet e teve aceitação imediata de várias TOs (Torcida Organizada) do Amazonas. Torcedor do São Raimundo, Couto Júnior, comentou que cerca de mil pessoas confirmaram presença no evento via Facebook.
Com direito à cerimonial dirigido por um pastor, os torcedores entoavam o grito de “Vamo, vamo, Chapê! Vamo, vamo, Chapê!”, que ficou conhecido mundialmente após o acidente que vitimou quase todo o elenco do clube catarinense, assim como comissão técnica, jornalistas e tripulação do voo da LaMia.

Sentimento de dor

“Pra gente que é apaixonado por futebol, a gente que vive isso, que deixa nossa família em casa num domingo pra ir no estádio. A gente que chega tarde da noite numa quarta-feira porque foi pro estádio depois do trabalho ou da faculdade, a gente sabe o que é isso! Nós vivemos isso”, comentou o Souto Júnior, externando o sentimento de todos os que se propuseram a participar do último adeus ao surpreendente time da Chape.

“Doeu ver, não é o nosso time de coração, mas a gente sabe o quanto que é doloroso. Foram sonhos que se foram. Vários jogadores queriam estar numa final como eles. A gente sabe que é ralado... muita gente vê pela TV, mas não sabe que os jogadores passam o tempo viajando. Muitos passam mais tempo juntos do que com os próprios filhos, e aquilo se torna a família deles e do nada isso tudo se vai... muito triste”, lamentou.

União pela Chape

Até quem não sabia da homenagem feita pelas torcidas organizadas do Amazonas se solidarizou com o evento e resolveu participar. Foi o caso do Emerson Silva Nunes, 45, que estava caminhando no calçadão da Ponta Negra, viu a manifestação e decidiu se juntar ao grupo.

“Costumo caminhar aqui quase todos os domingos e vi os balões e as pessoas com a camisa e bandeiras da Chapecoense. Até quem não gosta de futebol chorou com a morte daquelas pessoas, dos jogadores, foi muito triste. Resolvi ver de perto e participar também. É o mínimo que a gente pode fazer num momento desses... dar um apoio”, disse.

De acordo com os organizadores do encontro das TOs em prol da Chapecoense, a homenagem também servirá para unir as torcidas para evitar futuros confrontos e trazer a paz aos estádios de futebol no Amazonas.