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Para aprender xadrez de modo simples, alunos ‘viram’ peças em tabuleiro, em Manaus

Desta forma, o colégio Connexus abriu o torneio interno essa semana e encerrou nesta quinta-feira com a ideia de reforçar seu time de enxadristas e promover a interação por meio de uma prática esportiva 28/09/2012 às 11:42
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Número de participantes do xadrez humano cresceu durante os Jogos Escolares
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

 O xadrez humano é uma representação feita por pessoas das peças no tabuleiro cujo objetivo é envolver crianças jovens e adultos na prática da modalidade de forma lúdica, divertida.

 Desta forma, o colégio Connexus abriu o torneio interno essa semana e encerrou nesta quinta-feira com a ideia de reforçar seu time de enxadristas e promover a interação por meio de uma prática esportiva. “Nossa ideia com o xadrez humano é desfazer o mito de que o xadrez é uma modalidade complicada e torná-lo divertido como ele de fato é”, diz o coordenador técnico e professor de xadrez, Wesley César Reis.

O jogo das 32 peças, aliás, vem sendo utilizado como atividade extracurricular em várias escolas públicas e privadas.

 O resultado é que cresce significativamente o número de adeptos em nível escolar.

“Antes a modalidade apresentava apenas alguns jogadores nos Jogos Escolares, mas hoje são centenas”, afirma o coordenador técnico da Federação Amazonense de Xadrez (FAX), Andrey Neves, um dos mais fortes nomes locais do esporte.

Além de desenvolver em alta escala a função cerebral, estudo   levado a cabo em 2010 por uma universidade de Londres comprovou que, numa partida de quatro horas de duração, por exemplo, o jogador gasta a mesma quantidade de energia como se tivesse cavando um buraco no barro batido.  “O raciocínio estimulado pela escolha da melhor jogada exige uma capacidade maior de oxigenar o sangue e o cérebro, ocasionando uma intensa atividade interna e gasto de energia”, reforça Wesley,  campeão do Aberto de Manaus em 2011 no Taj Mahal Hotel, que fica no Centro de Manaus.

Filosofia do xadrez
 Wesley abandonou a faculdade de Filosofia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para se dedicar única e exclusivamente ao xadrez, ensinando gente como a estudante Mila Barbosa, de nove anos, que cursa a 4ª série no Connexus e pratica a modalidade desde os sete anos nas horas à parte da grade curricular. Mila  é a atual campeã do Aberto do Connexus. “Eu gosto muito de jogar xadrez e quero chegar a ser campeã brasileira um dia”.

Final do Estadual
A final do Campeonato Amazonense acontece no domingo, 14h, na sala de Xadrez da Vila Olímpica com três nomes no páreo ao título.