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Paraquedistas saltam para lançar Campeonato Brasileiro, em Manaus

Após 34 anos, a capital amazonense voltará a ser sede da competição nacional do entre os dias 5 e 9 de setembro, no Aeroclube, Zona Centro-Sul 14/07/2012 às 10:47
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Paraquedistas de todo País estarão em Manaus para competir
Nathália Silveira Manaus

Quatorze paraquedistas de vários Estados saltaram de uma altura de 2 mil pés (4 mil metros), nesta sexta-feira (13), na na Base Aérea de Manaus, Zona Centro-Sul ,para lançar oficialmente o 34º Campeonato Brasileiro de Paraquedismo de Formação em Queda Livre.

Após 34 anos, a capital amazonense voltará a ser sede da competição nacional do entre os dias 5 e 9 de setembro, no Aeroclube. Ao todo, são esperados cem atletas de todas as partes do País para o evento.

“Passamos uma longa temporada sem a competição, pois Manaus é uma cidade muito distante. E a tendência pra grandes eventos é concentrada em  outras cidades. Mas, estamos organizando o evento para ser um dos melhores  e queremos fazer história”,  observou o coronel Leite, do 7º Comar.

Os competidores de todo o País serão divididos em 17 equipes formadas por cinco paraquedistas cada, sendo que um é o filmador.

Cada equipe terá 35 segundos e dez saltos para realizar suas figuras, sorteadas pela Confederação Brasileira da modalidade.

“A presença do filmador é essencial. Ele não pode errar e tem que ser de confiança. São através de seus vídeos que o juiz da Confederação consegue avaliar os erros e acertos dos paraquedistas”, comentou o coronel. Para a competição nacional, quatro categorias, dos dois naipes, entrarão na briga:  a Open, Intermediário, Feminino e Highway.

Uma das equipes mais visadas para ganhar a competição é a Fênix, primeira equipe feminina a ganhar um bronze em Jogos Mundiais, tanto civil como militar.

Formada apenas por mulheres, a atual campeã brasileira é um exemplo dentro da modalidade que, desde 1987, tem número de praticantes mulheres diminuindo. De acordo com presidente da Confederação Brasileira de Paraquedismo, Jorge Dervich, há 25 anos a categoria feminina contabilizava 9% do total de praticantes. Atualmente calcula-se que 5% apenas esteja inserido na prática esportiva.

“As mulheres parecem ter outras prioridades. Depois que casam, ou tem filhos, deixam de saltar. Abandonam e não voltam mais. Entende-se que isso acontece devido ao medo que começam a sentir com o esporte de aventura. Com filhos, preferem não correr risco” afirmou Dervich.

Juliana Rodrigues - Paraquedista da equipe Fênix e 3º Sargento da Infantaria.

1 Juliana, vocês são do Rio de Janeiro e vão competir em Manaus. Como vai ficar a questão de reconhecimento de área?
A área do Rio é bem diferente de Manaus. Hoje a gente saltou e até amanhã faremos em torno de 20 saltos para adaptação na área. Já percebemos que aqui devemos ter muito cuidado, pois o vento é forte e não existe lugares tão seguros para pousar se sairmos da área de competição.

2  O presidente da Confederação disse que falta mulher na modalidade. Concorda com ele?
Sou muita nova no paraquedismo para fazer essa avaliação, comecei em 2009. Mas, é um esporte difícil para sustentar, é muito caro.

3  Vocês chegam a gastar em torno de quanto?
Nós temos um patrocinador e por isso conseguimos ir a campeonatos,  a Naturae. Mas, com uma equipe de cinco pessoas, é gasto em média cerca de R$ 15 mil em dois dias.