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Paratleta amazonense conduzirá a Tocha em Manaus e luta para ir à Rio 2016

O nadador Simplício Campos foi escolhido para carregar a chama Olímpica em sua passagem pela capital, mas quer mesmo é carregar o nome do Amazonas até as Paralimpíadas, no Rio 15/05/2016 às 12:48 - Atualizado em 15/05/2016 às 14:26
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Simplício conduzirá a Tocha Olímpica no dia 19 de junho, em Manaus (Foto: Evandro Seixas)
Denir Simplício Manaus (AM)

Dos cerca de 200 condutores escolhidos para carregar a Tocha Olímpica em sua passagem por Manaus, poucos têm o histórico vitorioso do paratleta amazonense Simplício Campos. O nadador, que mantém viva a esperança de disputar os Jogos Paralímpicos Rio 2016, terá a honra de conduzir o maior símbolo da Olimpíada por 200 metros em trajeto no Complexo da Ponta Negra, no dia 19 de junho, na capital amazonense.

Assim que soube da escolha, Simplício Campos não escondeu a emoção. “Estava na expectativa porque eu já tinha recebido algumas indicações pra conduzir a Tocha, mas ainda não havia a confirmação. Agora que veio, estou sentindo uma honra muito grande de poder participar desse momento histórico no nosso País”, festejou o paratleta, que perdeu o braço esquerdo em um acidente de carro aos 18 anos. 

Tempo é o inimigo

 Hoje, aos 29 anos, com um currículo de dar inveja a qualquer nadador convencional, Simplício Campos tem na falta de tempo para treinar o maior inimigo para diminuir seu tempo nos 100 m nado peito - prova na qual tenta o índice para os Jogos. “Minha maior dificuldade hoje é tempo. Trabalho pela manhã e a tarde e o tempo que tenho pra treinar é a noite. Então já chego um pouco desgastado do trabalho e ainda tenho de suportar uma carga de treino que ainda não é a ideal”, explica o nadador, apontando que tem de “matar um tubarão por dia” pra melhorar seu desempenho nas piscinas.

“O ideal seria eu treinar de 6 a 8 horas por dia, e só tenho duas horas por dia pra treinar”, revela o paratleta,  que terá duas chances de alcançar o índice para os Jogos Paralímpicos em duas Seletivas marcadas para junho e julho próximos.

 Questionado se tivesse de escolher entre conduzir a Tocha Olímpica e disputar os Jogos Paralímpicos Rio 2016, Simplício Campos nem pensou duas vezes: “Participar dos Jogos!”.  Mesmo empolgado com a chance de disputar a Paralimpíada, o nadador revela que a falta de patrocínio tem preocupado. “Atualmente estou sem patrocínio algum e como minha mãe está desempregada as coisas estão mais complicadas ainda. Sei que é bem difícil (conseguir o índice), mas a gente, enquanto atleta, acredita que pode alcançar e vou continuar treinando pra conseguir esse tempo”, explicou.

Próximo de completar 10 anos de natação, Simplício Campos tem mais de 200 medalhas em sua coleção e uma medalha dos Jogos Paralímpicos seria muito bem vinda. O que resta é torcer para o paratleta conseguir apoio na sua luta pelo índice necessário e carregar o nome do Amazonas para o Rio de Janeiro, em setembro.