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Paratletas inspiram jovens manauaras

Campeões paraolimpicos brasileiros deixam lição para jovens atletas de Manaus: Nunca desistir dos sonhos, apesar das adversidades físicas. 20/03/2013 às 18:14
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Alan Fonteles aposta corrida com os pequenos atletas
acritica.com Manaus (AM)

Nesta quarta-feira (20), Alan Fonteles, Terezinha Guilhermina e seu guia Guilherme Soares e Lucas Prado, integrantes do Time Brasil Paralímpico, participaram de uma clínica de atletismo com 150 crianças da rede pública de ensino, no auditório da Vila Olímpica de Manaus.

Os jovens ouviram as histórias de superação dos ídolos e interagiram com eles na pista de atletismo.

Circuito Norte/Nordeste

Os ídolos são as atrações da programação educativa do Circuito Caixa Loterias de Atletismo, Halterofilismo e Natação – etapa regional Norte/Nordeste.

Para Alan Fonteles, esses eventos cumprem duas funções primordiais. “Primeiro, essas competições são importantes porque incluem as pessoas com deficiência, oferecendo o esporte como uma alternativa de vida. Segundo, porque revelam talentos para representar o País nos eventos internacionais, como nos Jogos Olímpicos. A mensagem que eu deixo é só uma: nunca desista dos seus sonhos, dos seus objetivos. Não importa a adversidade física”, disse o paraense, atual campeão paralímpico da prova dos 200m rasos.

Alan tem boas lembranças da cidade. Ele revelou ter disputado um Norte-Nordeste de Atletismo em 2005, na própria Vila Olímpica de Manaus. “Fiquei hospedado ali”, enfatizou ele, apontado para o hotel da Vila.

A cega mais rápida do planeta, Terezinha Aparecida Guilhermina, chamou atenção no evento por sua história de vida. A paratleta conta que teve uma infância muito pobre ao lado de seus doze irmãos (cinco são deficientes) e que descobriu no esporte uma maneira de mudar de vida.


“Quando venci minha primeira competição ganhei um prêmio de R$80. Ao chegar próximo de casa comprei um iogurte que sempre ficava olhando e pensando qual era o gosto. Fiquei toda lambuzada de tanta comer. Com o resto, comprei um sofá usado e percebi desde este dia que o esporte é uma loteria e pode mover sonhos”, disse a dona de três ouros no Parapan-americano de Guadalajara (2011).

Aula para os pequenos

Ao lado do medalhista paralímpico Lucas Prado, o pequeno Leonardo Xavier se divertia ao ser “o mais novo” guia do paratleta. Esforçado e totalmente concentrado para pegar as dicas de Lucas, o menino de 12 anos de idade brilhou na Clínica ministrada pelos astros paralímpicos e até recebeu um convite do velocista.

“Esse menino é bom demais, vou levá-lo para Joinville e contratá-lo como guia iniciante”, brincou o mato-grossense, dono de três ouros olímpicos.

Receptivo, Leonardo disse que toparia o convite. “É muito difícil ser atleta, mas com o Lucas do lado fica mais fácil”, afirmou o aluno da Escola Municipal Maria de Luz.