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Esportes
Klabin e Sarney

'Parcerias público privada ajudam na proteção de riquezas naturais', diz presidente da SOS Mata Atlântica

Roberto Klabin apresentou parcerias público privadas que estão dando certo. Sarney Filho criticou Código Florestal que chamou de "proposta retrógrada" 24/03/2012 às 14:22
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Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin durante Fórum de Sustentabilidade, em Manaus (AM)
Cassandra Castro Manaus

O presidente do LIDE Sunstentabilidade, Roberto Klabin, também presidente da SOS Mata Atlântica, mostrou como a parceria público privada pode funcionar na prática . “Precisamos compreender que o problema existe, mas ele  não é maior do que a gente”, disse Klabin durante palestra no último dia do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, que acontece em Manaus (AM).

Roberto falou sobre vários projetos realizados sob iniciativa da SOS Mata Atlântica, que ajudam na manutenção de vários locais e unidades de conservação existentes no país como o 'Atol das Rocas' que foi revitalizado. A ajuda veio por meio de recursos captados entre pessoas físicas que visitaram o Atol e ficaram encantadas. 

O presidente da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin disse que é muito fácil a iniciativa privada colaborar e a sociedade civil organizada e que isso pode ser feito com pouco dinheiro. “Pessoas e empresas podem colaborar criando fundos de perpetuidade para estas unidades de conservação”. Klabin inclusive lançou um desafio de levar autoridades e outras pessoas ao arquipélago de Abrolhos para a exemplo do que aconteceu com o Atol das Rocas, sejam conseguidos recursos para serem aplicados no local e o resultado desta mobilização será apresentado no próximo Fórum Mundial de Sustentabilidade.

Depois de Roberto Klabin, a palavra foi dada ao ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal, José Sarney Filho (PV) que iniciou sua participação falando sobre o Código Florestal que ele taxou como uma proposta retrógrada que vai , caso aprovada, representar um retrocesso para tudo o que já foi conquistado ambientalmente no Brasil até hoje. Sarney afirmou que o Brasil tem bastante terra e não precisa desmatar o serrado e a Amazônia ou destruir a Mata Atlântica para plantar. “O que basta é de certa forma, associar a tecnologia ao espírito público”, disse Sarney Filho. “Não podemos permitir que um segmento retrógrado do ruralismo brasileiro prejudique as conquistas do Brasil”, encerrou o ex-ministro.