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Parkour Manaus

Parkour em Manaus

Associação nacional confirma evento inédito na cidade em dezembro 28/10/2012 às 12:37
Show 1
Manaus vai sediar de parkour em dezembro
Isabella Pina Manaus

Uma mistura de artes marciais, pulos acrobáticos, alguns pneus velhos e qualquer muro, árvore ou pedra, dá aos tracers (praticantes do parkour) a possibilidade de criarem cenas com uma sequência de movimentos do esporte que remetem aos mais famosos filmes de ação.

Criado a partir do princípio de viabilizar o deslocamento de um ponto a outro, usando somente o corpo como ferramenta, aplicando técnicas de saltos e aterrissagens, o esporte originado na França na década de 80 virou febre no mundo todo. E o Brasil não fica de fora e reúne um numero cada vez maior de adeptos.

 A Associação Brasileira de Parkour (ABPK) que realiza todos os anos um encontro que promove a troca de experiência e confraternização entre praticantes de todas as regiões do País, escolheu a capital amazonense para sediar, nos dias 15 e 16 de dezembro, a 8ª edição do Encontro Brasileiro de Parkour.

Chance

 “É uma grande oportunidade receber o encontro aqui em Manaus, com certeza isso vai ajudar bastante na divulgação do nosso trabalho para o resto do país que desconhece um pouco a quantidade de praticantes bons que temos no Norte. O parkour não é um esporte competitivo, o encontro serve para os adeptos se conhecerem e partilharem da mesma paixão”, comenta Evandro Júnior, 20, um dos fundadores do grupo Amazon Parkour, entidade que está à frente da recepção e organização do evento.

Ele marcou presença no último encontro que aconteceu em São Paulo, sendo o primeiro representante nortista a participar. “Lá fiz muitas amizades e contatos, e todos se interessaram bastante na realização de uma edição do encontro no Norte”, conta ele.

Diversão, técnica e habilidade

O grupo Amazon Parkour, fundado há quase dois anos, é formado por cerca de 20 integrantes, entre eles homens e mulheres, com idades que variam de 15 a 27 anos. A atividade mistura diversão e muita técnica durante os treinos realizados geralmente em praças públicas e pontos turísticos.

 Mas qualquer lugar com obstáculos “está valendo” para os tracers manauaras. O primeiro contato de todos com o esporte foi por meio da Internet, e pelo famoso filme “Bairro 13”, que traz cenas de parkour.

Autodidatas, com alguns arranhões e cicatrizes na bagagem, os praticantes contam que o medo vai embora de acordo com confiança que é estabelecida com o próprio corpo.

 Cássio Jardim, 20, tracer há cinco anos, explica que apesar do clima de descontração nos treinos, todo cuidado é pouco. “O parkour exige muito do nosso corpo. Além da flexibilidade, agilidade, precisão, e equilíbrio, a consciência e a responsabilidade na hora de praticar são fundamentais”, frisou ele. E completa: “O que mais chama a atenção no esporte é a facilidade com que os grandes tracers conseguem realizar saltos e movimentos tão elaborados, que ao mesmo tempo em que impressionam no nível de dificuldade, servem para realizar tarefas simples do dia a dia, como subir ou descer uma escada, de forma um pouco inusitada, mas ainda assim, básica”.