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Parreira diz que nem Guardiola nem outro treinador estrangeiro cabe na Seleção Brasileira

Ex-treinador da Seleção Brasileira diz que, em hipótese alguma, o Brasil terá um treinador estrangeiro em uma Copa do Mundo, principalmente jogando em casa 03/05/2012 às 18:59
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Parreira descarta técnico extrangeiro na seleção
Carlos Eduardo Souza Manaus (AM)

O ex-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, disse em Manaus que, o Brasil jamais vai ter um treinador estrangeiro no comando da Seleção Brasileira. Indagado sobre a hipótese de o técnico Mano Menezes deixar a Seleção, a CBF contratar o ex-técnico do Barcelona, Pep Guardiola, Parreira foi curto e grosso:

“Jamais. No Brasil é diferente e nós temos grandes treinadores e o Brasil já ganhou cinco Copas com técnico daqui. Então não é necessário”, afirmou Carlos Alberto Parreira.

Sobre a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, Parreira disse que o fato de o Brasil não ter de jogar as eliminatórias pesa contra o time. Segundo ele, jogar no Paraguai, Argentina, Equador, Uruguai, e até mesmo no Brasil, acostuma a seleção a sofrer pressão.

“Você não ganha Copa com jogadores novos somente. Temos de aliar experiência e juventude. Temos de jogar contra adversários fortes, mas é difícil trazer grandes seleções para jogar aqui. Jogar contra Inglaterra, Alemanha e Itália. Por isso temos de jogar contra Gana e outras seleções de menor expressão”, disse Parreira.

Carlos Alberto Parreira é formado em Educação Física pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, no Rio de Janeiro, em 1966, começou sua carreira como Preparador Físico do São Cristóvão de Futebol e Regatas.

Parreira trabalhou em uma série de clubes pelo Brasil e pelo mundo. Suas passagens mais marcantes foram no Fluminense (seu time do coração), em 1984, quando o clube conquistou seu segundo título do Campeonato Brasileiro e em 1999, quando ajudou na recuperação do clube com a conquista da Série C do Campeonato Brasileiro.

Além do clube carioca, Parreira também fez história no Corinthians em 2002, quando foi campeão da Copa do Brasil e da última edição do Torneio Rio-São Paulo, e no Bragantino, levando o modesto clube do interior paulista à final do Campeonato Brasileiro de 1991, perdida para o São Paulo de Telê Santana.

Mesmo com passagens vitoriosas por essas equipes, foi após a conquista da Copa de 1994, com a Seleção Brasileira, que Parreira obteve reconhecimento e prestígio internacionais, que renderam-lhe diversos convites e propostas de trabalho no exterior, abrindo portas num mercado até então muito pouco explorado. E foi aí que sua carreira decolou. Dirigiu Valencia CF (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e MetroStars na recém-iniciada Major League Soccer.