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Paulo Morgado, técnico do Fast (AM), fala sobre o futuro

Técnico será pai de filho com amazonense, mas vive incerteza se continua ou não na cidade 07/06/2012 às 09:55
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Paulo Morgado já consulta como será o enxoval do futuro filho
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Responsável por fazer do Fast Clube a equipe mais competitiva e vice-campeã do Estadual de 2012, o português Paulo Morgado, de 37 anos, é a mais recente vítima da “síndrome” local intitulada “comeu jaraqui, não sai mais daqui”. Morgado será pai de um filho gerado em Manaus. Só não se sabe se a criança nascerá aqui em razão das incertezas inerentes ao cargo de técnico no futebol amazonense. A esposa Munique que não quis ser fotografada, está no quarto mês de gravidez. O casal vive a expectativa de saber o sexo da criança.

“Ainda não temos como saber se é homem ou mulher. Só a partir de cinco meses. Mas se for menino e quiser ser técnico de futebol dou-lhe um tapa”, brincou o pai coruja.

Esperar, aliás, será o principal verbo a ser conjugado pelo treinador lusitano nos próximos dias. A diretoria do Tricolor de Aço, time que Morgado organizou deste o início do ano, acaba de descartar o nome dele do comando técnico do time. Em um jantar, cujo prato principal ironicamente foi bacalhau, na noite de anteontem, a diretoria do Fast bateu o martelo sobre o veto a Morgado, sob justificativa de dificuldade de relacionamento, teimosia tática e animosidade com torcida tricolor.

“Foi uma decisão da maioria. O Paulo (Morgado) fez um excelente trabalho de formação da equipe, mas os diretores identificaram que ele não fazia uma boa leitura de jogo. Faltou-lhe experiência em alguns aspectos. Outro detalhe é que ele criou animosidade com a torcida ao declarar, depois da decisão, que o Nacional tinha uma torcida ‘maravilhosa’. Futebol tem dessas coisas”, afirmou o diretor de futebol e coordenador jurídico do clube Edson Rosas. “Mas o que ficou acordado com o Paulo será cumprido até o final, a não ser que ele feche contrato com outro clube”, ponderou Rosas.

Até o fim do ano?
O contrato de Paulo Morgado  com o Rolo Compressor vingou até o fim do Estadual deste ano e tinha cláusulas definidas por metas e resultados, mas o clube se comprometeu em pagar o aluguel de uma casa e manter um salário mensal até dezembro deste ano.

“Acho que fiz um trabalho bom no Fast. Mas prefiro me arrepender pelos meus erros que pelos erros dos outros. Eu já sentia que não agradava mais a diretoria do Fast no empate por 2 x 2 com o Holanda no início do segundo turno”.

Há interesse do Nacional em Paulo Morgado. O presidente em exercício do Leão da Vila, Gilson Motta, se disse disposto a conversar com o português quando voltar da cidade de Santa Helena, na Venezuela. Caso não dê certo com o Naça, Morgado vai levar a cabo uma um projeto de  escolinha de futebol com intercâmbio para Portugal.    

Carta na manga
Paulo Morgado será pai e pretende ficar em Manaus ao menos por mais dois anos. Caso não acerte com algum clube profissional, treinador lusitano quer levar a cabo uma escolinha de futebol de elite para participar de torneios em Portugal. Ele diz ter contatos com o Benfica.