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Peladão 40 anos: Árbitros ganham trocado no papel de autoridades

Na primeira fase do Peladão, a arbitragem das partidas é feita pelas próprias equipes que participam da competição 23/11/2012 às 10:56
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Daniel (à esquerda), ajuda os "árbitros de verdade" anotando os detalhes do jogo na súmula e aprendendo o ofício do apito para um dia virar apitador
Lúcio Pinheiro Manaus

Não quer ouvir xingamentos quando estiver responsável pela arbitragem de uma partida? Pague R$ 100 para Jorge Mota, Jarlison Braga e Marcos Antônio, que eles ouvem por você.

Na primeira fase do Peladão, a arbitragem das partidas é feita pelas próprias equipes que participam da competição. Nisso, a credibilidade dos “árbitros”, vez ou outra, é colocada sob suspeita. Para evitar as confusões, muitos times responsáveis pelas arbitragens preferem contratar árbitros para marcar as partidas e, assim, fogem das confusões desnecessárias.

Bom para o trio de arbitragem formado por Jorge, Jarlison e Marcos. Desde que iniciou o Peladão, o grupo tem trabalho todos os finais de semana.

“Os times preferem contratar a gente, porque as equipes têm mais respeito, pois sabem que a gente conhece mais as regras”, diz Marcos, que tem curso de árbitro pela Vila Olímpica.

Dos R$ 100 que recebe por jogo, o trio separa R$ 50 para o árbitro, e R$ 25 para cada bandeirinha. O grupo conta ainda com a ajuda de Daniel Torres. O adolescente de 15 anos é uma espécie de estagiário de árbitro, um aprendiz..

Daniel é responsável pelas anotações nas súmulas das partidas em que o trio trabalha. “Cada um busca seu futuro. Eu quero ser árbitro. Já apitei finais de campeonatos Sub-13 e 14”, afirma o jovem árbitro, que sonha em se meter nessa fria.