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Peladão 40 anos: Carlos Martins tenta se livrar do azar de montar grandes times e perder

Em mais um ano em busca de vitória do Peladão, Martins está novamente com o time dirigido por ele, o Martins Vical/MRA Engenharia 11/01/2013 às 11:13
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Martins abraça forte o técnico Carlos Prata, sentindo que desta vez o sonho pode virar realidade após tanta decepção
Lúcio Pinheiro ---

Toda a comunidade do Peladão sabe que o empresário e radialista Carlos Martins é assim: não há um dirigente de time de futebol amador em Manaus que queira mais ser campeão do Peladão do que ele.

Em mais um ano em busca desse sonho, Martins está novamente com o time dirigido por ele, o Martins Vical/MRA Engenharia, entre os 16 melhores da edição do campeonato.

Às vésperas das oitavas de final, quem acompanha a luta determinada de Martins e suas equipes desde 2006 se pergunta: será que agora vai?

Os questionamentos sobre o futuro do time de Martins no Peladão têm uma explicação. Apesar das boas campanhas, na reta final, as equipes dele sempre acabam surpreendidas e eliminadas do campeonato.

Mas o tabu não vence o sonho. E Martins afirma que a sina cruel que o persegue nesses seis anos não o fará desistir de realizar o dele.

Antes do jogo contra o Divino Amigos do Tufão, que lhe rendeu a classificação para as oitavas, Martins abriu o coração para seus atletas. “Na preleção eu falei: ‘eu tenho um sonho; ser campeão do Peladão. Façam-me realizar meu sonho’”, contou o dirigente, emocionado.

Apesar do placar de 3 a 0, a classificação do Martins Vical foi difícil. Com um gramado castigado pela chuva, a partida foi amarrada e o adversário mostrou que de engraçado só tinha o nome (inspirado na famosa novela Avenida Brasil).

Nos minutos finais da partida, os gols de Everton, Sarkis e Simon tiraram o ar de drama do jogo e alegraram a vida de Martins, dando a ele mais um capítulo na novela particular de ser campeão do Peladão.

No ano de estreia, em 2006, o Martins Vical caiu nas semifinais, e terminou a competição em 4º lugar. O bom desempenho só fez reforçar a crença de Martins de que o título poderia tardar, mas não falharia.

Na edição seguinte, a equipe de Martins estava mais forte ainda e repetiu a boa campanha do ano anterior. No entanto, o destino reservou para o caminho da equipe uma das maiores zebras do Peladão.

Favorito a passar de fase, o Martins Vical pegou pela frente o Unidos do Beco, time modesto formado no Beco do Macedo.

Para os adversários de Martins ele tinha tirado a sorte grande ao pegar uma “galinha morta”. Com a bola rolando, o Unidos do Beco segurou o jogo até os pênaltis, e eliminou o todo poderoso Martins Vical.

Mas nada o faz esmorecer. Depois disso foram só frustrações. “Saímos em 2006 e 2008 tudo para time pequeno. Mas eu não desisto. Vou insistindo”.

Prata ensina o caminho

Amigo de Carlos Martins, Carlos Prata é o treinador do Martins Vical/MRA Engenharia nesta edição do Peladão.

Diferente do amigo, o técnico já conseguiu erguer o troféu de campeão da competição, em 2006, quando treinou o Compensão. Experiente no futebol profissional do Amazonas, Prata é um dos esteios no caminho de Martins em busca do sonho de ser campeão do Peladão.

Visivelmente desgastado pela pressão do jogo que rendeu a classificação do time para as oitavas de final, no último final de semana, Prata não escondia a alegria de não ter desapontado o amigo. “A gente tem uma amizade muito grande. Ele é meio nervoso, e aí a gente tem que passar tranquilidade. Porque ele gasta muito”, declarou Prata.

Segundo o treinador, o grupo do Martins Vical tem qualidade, mas é preciso manter os pés no chão. “Estamos entre os 16 times. Mas temos que trabalhar direitinho. Não podemos passar por cima de ninguém”, ensinou o treinador.