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Peladão 40 anos: Conheça a biografia do Unidos pela glória

A história do time é uma verdadeira paixão pelo bairro de Manaus e por todos os moradores 30/11/2012 às 10:03
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Mário Augusto, Sólon Campelo, Estênio Williames, Márcio Andrade e Ozaney Pereira posam para a foto em 2012
Antonio Melo Manaus

A biografia do Unidos da Glória é a prova de que ainda existem “peladeiros” que jogam futebol por amor à camisa. A história do time é uma verdadeira paixão pelo bairro e por todos os moradores. Tudo começou nos tradicionais campeonatos que aconteciam na comunidade, onde todos os habitantes montavam suas equipes e disputavam entre si o título de melhor time.

De acordo com um dos fundadores, Ozaney Perera, 46, os campeonatos viraram tradição e os jogos dentro das quatro linhas eram apenas uma desculpa para unir as pessoas e fortalecer o sentimento de viver em comunidade.

“Nossa comunidade sempre foi unida. Passaram-se os anos e todo esse evento virou uma tradição. Era incrível como as pessoas iam prestigiar os jogadores e torcer. Foi quando analisamos que o bairro não tinha um time para nos representar. Em 89 a comunidade tinha uma ótima safra de jogadores. Então pensei: nós jogamos no time dos outros e temos bons jogadores aqui, porque não montar uma equipe para disputar o Peladão? Aí eu me reuni com alguns amigos e planejamos montar um time. E veio o nome Unidos da Glória. No primeiro ano de participação no Peladão em 89, fomos campeão invictos e logo em seguida em 90 também fomos campeões sem perder um jogo”, lembra o ex lateral direito e um dos fundadores do time.

O bairro da Glória viveu seus momentos de Glória e união, quando cerca de 20 guerreiros da bola vestiam seus uniformes vermelho e branco, se equipavam com as suas armas e iam para duelo na arena das quatro linhas nos campos do Peladão.

O maior alvo eram as vitórias e o prazer de ver a união dos moradores. Todos compareciam aos jogos, com suas bandeiras confeccionadas, os tambores fazendo barulho, e unidos a uma única voz vibravam e torciam nas arquibancadas. “Os moradores iam paras as arquibancadas torcer e incentivar os jogadores. Era uma verdadeira festa. Nos dias dos jogos no final de semana, o bairro ficava completamente deserto. Parecia um bairro fantasma”, conta o treinador do time Stênio Williame, que minutos antes do primeiro jogo, em 89, foi selecionado para ser o treinador oficial da equipe. Tudo muito natural, num tempo de romantismo na Glória.

Mário Augusto, Sólon Campelo, Estênio Williames, Márcio Andrade e Ozaney Pereira posam para a foto em 2012

Em 1990 o Unidos da Glória conquistou o segundo título seguido. Depois só em 2007, quebrando a marca de 17 anos.