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Peladão 40 anos: Conheça a história do ‘Maradona de Manaus’

Manoel Santos , um dos jogadores mais visionários e participante da maior competição de peladas do Mundo 05/10/2012 às 09:19
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Responsável por quebrar a hegemonia do Arsenal, em 99, Maradona ainda procura repetir a glória
Antonio Melo Manaus

Enquanto o jogador argentino Diego Armando Maradona foi considerado um dos maiores atletas da história do futebol mundial, o Maradona do bairro da Cidade Nova foi um dos mais visionários e participante do Peladão.

O argentino fez  história com giros, dribles e polêmica fora de campo, o de Manaus deixou sua marca sendo um dos jogadores que mais participou das edições do maior campeonato de futebol amador do mundo.

Assim Manoel Santos, 52, conhecido como o Maradona do Peladão, escreveu sua biografia na competição. Foram 21 participações no campeonato, cinco anos apenas como jogador e 16 anos como presidente e atleta do time Amigos do Maradona. Com toda essa bagagem no currículo, Maradona  garante que seu futebol justifica a comparação com o ex craque do time argentino Boca Junior. 

“Colocaram-me esse apelido pela semelhança com o argentino, a forma de jogar e de se vestir e por eu ser canhoto. Modesta à parte eu jogava bem e ainda jogo. Participo do Peladão há muito tempo, desde 1994, quando joguei pela Importadora Jimi, onde estive por três anos. Depois, joguei dois anos no Estrela do Mar e ainda entrei em campo no Santos e no Grupo Made.

Antes de sermos campeão em 99, meus amigos deram a ideia de colocar o nome do time de Amigos do Maradona, devido ao grande peso do jogador que fez história no futebol mundial com o seu talento com a bola. Hoje estamos com uma equipe forte e quero fazer história não apenas por ser um dos que mais participou do campeonato, mas como um dos que levantou mais troféus também” contou o dirigente.

Até então desconhecido no ano em que levantou o troféu no lugar mais alto do pódio, a equipe de Maradona era considerada zebra na competição de 1999. Pivô da quebra da hegemonia do até então tetracampeão Arsenal Trigolar, o time transformou-se em um verdadeiro gigante naquele ano sendo campeão invicto.

De acordo com Maradona, o melhor de ter conquistado o tão sonhado título foi o prazer de comemorar com a comunidade e com todos os jogadores que fizeram parte desta caminhada vitoriosa.

“Foi um ano fantástico. Você se dedicar e fazer aquilo que gosta é muito gratificante e o melhor de tudo foi desbancar do trono o Arsenal Trigolar. Levar o nome da sua comunidade e fazer parte dessa história não tem preço”.

Atualmente trabalhando como autônomo, onde comercializa açaí para revenda e trabalha com frete, Maradona fala das experiências e visões que o Peladão deu a ele para o futuro e enfatiza que o Peladão Verde não tem lhe dado apenas o prazer de jogar futebol, mas, grandes experiências que o levaram a ajudar outras pessoas a crescerem e a ter perspectiva de uma vida melhor .

“Sonho em montar vários projetos e principalmente usar o futebol como ferramenta de inclusão social com crianças em bairros carentes. Tenho o projeto de montar em 2013 a escola de futebol Amiguinhos do Maradona, com profissionais de educação física. Quero montar uma base no bairro de Nossa Senhora de Fátima. Quero abranger todos os bairros da Cidade Nova. Os alunos vão ter acompanhamento nas escolas, preparador físico, sopa e vamos ajudar a formar cidadão de bem e principalmente dar a estas crianças oportunidade de crescimento na vida”, conta o dirigente e atleta.

A zebra de 1999
Um campeonato cheio de lances polêmicos e carregado de muita emoção, foram os ingredientes que marcaram a edição de 1999 do maior campeonato de Peladas do mundo. A CRÍTICA descreveu a final.

“A equipe do Amigos do Maradona venceu o tetracampeão Arsenal Trigolar pelo placar de 1 a 0 e ficou com o título do 27º Campeonato Amazonense de Peladas. Resultado que impressionou os amantes da bola que foram ao Vivaldão”.