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Peladão 40 anos: Conheça o primeiro super-herói da história da competição

O atacante Nêgo marcou o único gol da primeira final da maior campeonato de peladas do mundo 28/09/2012 às 08:58
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Nêgo marcou o único gol da primeira final do Peladão
Antonio Melo Manaus

 “O JAP sagrou-se vencedor do 1º Campeonato de Peladas ao vencer a representação do Castelinho pelo marcador de 1 x 0, gol assinalado pelo atacante Nêgo, aos 17 minutos da etapa complementar”. Foi com essa noticia em A CRÍTICA que Aldecir Oliveira Maia, 54, o “Nêgo”, escreveu sua história na galeria de campeões do Peladão.

Era sábado, 16 de março de 1974. Com apenas 16 anos de idade, o até então atacante, dono da camisa número 10 do JAP, voava dentro das quatro linhas mostrando toda sua habilidade e paixão pela redonda. Amante da pelada do final de semana e   apaixonado pelo futebol, Nêgo lembrou com exclusividade a trajetória e a emoção de fazer o gol único da primeira final do Peladão.  “A sensação de participar e fazer parte de toda essa história é fantástica. Tudo o que almejávamos era pelo menos o título de time mais disciplinado. Que era o que os padres exigiam de nós,  porque muitos de nós eram indisciplinados. Mas, gostávamos tanto de jogar futebol que o título foi mera consequencia”, contou Nêgo.

Além de ser um dos responsáveis pela suada conquista na final, Nego marcou muitos gols no campeonato de 73, e não esconde a satisfação de balançar as redes tantas vezes no campeonato daquele ano.

Nêgo lembrou-se do tempo narrando cada detalhe da jogada que levou a equipe para o lugar mais alto do pódio. “Naquela época eu consegui marcar 25 gols, pois o campeonato tinha muitos times e eram muitos jogos. Foi um dia muito feliz para mim” conta o eterno atacante do JAP, que teve como trunfo registrar o gol marcado no campo do Colégio Militar.

Homem de fé
Nascido no dia primeiro de maio de 1957,  iniciou sua trajetória nas aulas das cruzadas (hoje catequese) da Igreja Católica no São Raimundo. “Só podia entrar no time quem assistia às missas e participava da catequese”, contou Américo Loureiro, 70, um dos fundadores do JAP.

1974
 “O JAP prometeu abiscoitar todos os prêmios do grande torneio de Peladas patrocinado por A CRÍTICA. E  revelou que está motivado e concentrado no bar “canta corno” e no banho pertencente ao João da Drogaria São Paulo, tomando grande quantidade de fortificante à base de cana, para dar maior impulso  ao seu ataque e maior tranquilidade para a sua defesa. A promossa foi cumprida.