Publicidade
Esportes
Craque

Peladão 40 anos: Mãos experientes fazem dos massagistas figuras fundamentais em partidas

Peninha, Mundinho e Rosinha são praticamente os heróis de várias partidas do campeonato, quando o assunto são dores musculares e contusões 11/01/2013 às 12:32
Show 1
Peninha diz que peladeiros são menos disciplinados que os profissionais, mas seu carinho por eles é igual na hora de tirar o peso das divididas nos jogadores
Lucio Pinheiro ---

Dores no corpo? Contusões? Falta de títulos do Peladão? Mau humor? Chama os massagistas Peninha, Mundinho e Rosinha que eles dão uma mãozinha para o seu time.

Aos 61 anos, Paulo Roberto Lima de Castro, o massoterapeuta Peninha, continua comemorando título no Peladão como se fosse sempre o primeiro.

Foi assim na edição deste ano, com o bicampeonato da Feira da Banana. E será assim enquanto a paixão pelo futebol o manter vivo, garante Peninha.

“O prazer de disputar essa competição está no sangue dos peladeiros e no meu”, diz Peninha, orgulhoso.

O massoterapeuta já ganhou tudo no futebol profissional, em times como São Raimundo (1999) e Atlético de Roraima (2002). Há três anos longe de equipes profissionais, Peninha se dedica a recuperar os peladeiros no maior campeonato de futebol amador do mundo.

Mas não é de hoje que Peninha dá uma mãozinha aos peladeiros de Manaus. “Me considero um dos fundadores do Peladão. Trabalho no campeonato há 30 anos”, conta.

Nos seus 32 anos de profissão, ao mesmo tempo em que apurava suas técnicas e conquistava espaço no futebol profissional, Penhinha erguia taças de campeão do Peladão por times como Arranca Toco, Compensão, Jovens Livres e Feira da Banana. Um papa-títulos.

Segundo Peninha, o segredo para o sucesso é a atenção que dá aos jogadores e a dedicação aos times que trabalha. “Os peladeiros são menos disciplinados. Muito chegam em cima da hora da partida. Mas o mesmo tratamento que dou para o profissional dou para eles”, disse o massagista.

Com o papel cumprido nesta edição do Peladão, onde levou mais um título para o currículo, Peninha se dedica agora integralmente a atender seus clientes na sala que mantém na Feira da Panair, no Centro. Quem vai lá, de quebra, ainda conhece a história do massagista. “Tenho reportagens aqui de mais de 30 anos”, afirma. Hoje, mais uma.

Rosinha jura que não é

Ele queria mesmo era voltar a ser gari. Mas enquanto o emprego de coletor de lixo não volta, Michel Monteiro Bentes, 31, vai divertindo a galera com suas performances de massagista e árbitro do Peladão 2012. A razão da graça de Michel nos jogos do Peladão é fácil de perceber. Apaixonado pela cor rosa, o massagista e árbitro se apresenta em campo como o “Rosinha”. Com uniformes na cor preferida, é óbvio que a cada vez que a figura entra em cena a torcida vai à loucura.

Bem resolvido com sua masculinidade, Rosinha garante que faz é gostar das provocações ouvidas das arquibancadas. E a namorada aprova o gosto pelas roupas, avisa ele. “A galera curte mais e eu não pego pressão da torcida”, afirma.

Rosinha participa do Peladão desde 2003. Nesta edição, ele defendeu as cores de três times. Apenas uma equipe ainda está na disputa da taça, o Arsenal.

Ao contrário dos outros massagistas e árbitros da competição, Rosinha não tem formação alguma. O que entende de arbitragem aprendeu assistindo futebol. “Tem cara que tem curso e marca pior que eu”, defende Rosinha.

Como massagista, Rosinha já aprendeu que nada melhor para aliviar a dor de uma canelada do que o milagroso gelinho. Com ele, tudo termina um mar de rosas.