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Peladão 40 anos: Munduruku e Gavião disputam a final do indígena masculino no domingo

Os dois melhores times do torneio do Peladão Indígena 2012 brigam, domingo, às 11h, no Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para ver quem vai ficar com o título da categoria 07/12/2012 às 09:21
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Munduruku e Gavião disputam domingo de manhã a final do torneio indígena masculino do Peladão
Lúcio Pinheiro Manaus

Munduruku e Gavião, os dois melhores times do torneio do Peladão Indígena 2012, brigam, domingo, às 11h, no Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para ver quem vai ficar com o título da categoria. Seja qual for o vencedor, a conquista será inédita. Em sete anos de competição entre os indígenas, os dois times nunca tiveram a chance de soltar o grito de “é campeão!”.

O Peladão Indígena esse ano foi disputado no esquema de pontos corridos. Com 100% de aproveitamento, o Munduruku entra em campo com a vantagem de jogar pelo empate. Com 9 pontos conquistados, a equipe só perde o título se o Gavião, que tem 7 pontos, derrotá-la, e chegar a 10.

O zagueiro é técnico do Gavião, Tucandeira, afirma que a equipe se preparou bem durante a semana e está confiante na conquista do título. “Estamos confiantes. Vamos botar para jogar”, disse o atleta, que estava lesionado e desfalcou a equipe no último jogo, semana passada.

O dirigente do Munduruku, Adail Munduruku, conta que o título vai ajudar a divulgar a comunidade do Tarumã Açú, na Zona Rural de Manaus, onde os atletas moram. “É a primeira vez que o time entra na final. É um passo importante para a nossa comunidade”, disse.

O time campeão da categoria indígena pode chegar às oitavas de final da categoria principal do Peladão. Para isso, precisa vencer o campeão do torneio paralelo realizado entre as equipes que possuem as 16 rainhas melhores classificadas no concurso de beleza, e depois passar pelo campeão do torneio de peladas do interior.

Tucandeira diz que a possibilidade de ficar entre as 16 melhores equipes da categoria principal do Peladão é que motiva o Gavião a ir pra cima do Munduruku no domingo. “Estamos reforçando o time para entrar na categoria principal. E tentar chegar pelo menos nas quartas de final”, comentou.

Adail também não esconde a ansiedade de ver o time entre os 16 melhores do Peladão. “O grupo está confiante em fazer um bom jogo, para poder ir para as oitavas do Peladão principal”, afirmou.

No último domingo, o Munduruku chegou aos 9 pontos aplicando um chocolate de 11 a 2 em cima da equipe do Rio Negro.

Na partida contra o Rio Negro, o Munduruku exibiu sua principal arma para o confronto contra o Gavião: o atacante Willasmar Freire. Dos 11 gols da equipe, o camisa 11, de 18 anos, marcou sete. “O jogo estava fácil, aí eu aproveitei. Mas nunca marquei tanto gol assim”, comentou o atacante, após a partida. Com os sete gols marcados no último jogo, Willasmar chegou a oito e disparou na artilharia da competição. Eguiberto e Elessandro, do Gavião, têm três gols no campeonato, e dividem a vice-artilharia. do torneio.

Após a decisão entre Munduruku e Gavião, haverá a entrega de troféu e medalhas para os campeões das categorias masculina e feminina. E a escolha da rainha do Peladão Indígena, completando a temporada dos boleiros.

Campeões
Campeões do Peladão Indígena Masculino: Escola Agrotécnica Rainha Apóstolos da BR 174 (2005), Hywi Wato (2006), FUNAI de Autazes (2007/ 2008 ), Raça Indígena (2009), Hywi Wato (2010) e Waty Ama (2011).

Ficha Técnica:
Munduruku:
Adriano, Ageu, Alailson, Alcindo, Anderlei, Andre, Darlei, Denízio, Dobertino, Egledson, Elias, Eliziário, Enos, Fábio, Francisco, José, Joseval, Kayo Luiz, Paulo, Raimundo, Valdecir, Willasmar.

Gavião: Adeilson, Antônio, Breno, Clóvis, Cristian, Damião, Ednelson, Eguiberto, Elessandro, Eliomar, Elson, Érico, Francisco, Gaudino, Hélio, Helquias, Icles, Janderson, Joilson, Santiago, Wendel, Wilason.

Campo: Campo 2 da Ufam, domingo, às 11h