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IMBRÓGLIO

Penarol deve denunciar 3B por escalação irregular de atletas no Barezão Feminino

Segundo a diretoria do Penarol, o presidente da “Fera da Amazônia” teria assinado contratos mesmo cumprindo suspensão imposta pelo TJD/AM 17/10/2017 às 10:10 - Atualizado em 17/10/2017 às 10:16
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Novo abacaxi para o 3B (Foto: Antônio Lima)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Esse abacaxi já está me saindo caro”, a frase do presidente do 3B, Bosco Brasil Bindá, logo após o julgamento no TJD ainda ecoa pelas bandas da “Toca do 3B”. E parece que aquele abacaxi atirado em frente ao banco de reservas do Iranduba, na Arena, pode custar ainda mais caro pro dirigente do clube caçula do futebol feminino do Amazonas.

É que a diretoria do Penarol deve entrar hoje com uma “notícia de infração” contra o 3B por irregularidade nos contratos das jogadoras Rilany e Thaisa Moreno, que apareceram no BID da CBF no último dia 9 de outubro. Acontece que Bosco Brasil foi julgado e punido com um mês de suspensão no último dia 2 de outubro pela “Guerra do abacaxi”, e não poderia ter assinado as transferências das atletas.

“Estamos analisando. Nosso jurídico está vendo isso e no mais tardar amanhã (hoje) vamos entrar (denúncia). Porque assim não pode, se ele está suspenso não poderia ter assinado.  Estou fazendo isso porque se fosse o contrário eles iriam me prejudicar”, confirmou Ila Rabelo, presidente do Penarol, na expectativa de mudar de adversário e até levar o jogo de ida das semifinais do Campeonato Amazonense Feminino para Itacoatiara.

“Acho que pode mudar (adversário - ao invés do Iranduba, pode ser o 3B), vai depender de quantos pontos ele pode perder. Sei nem se ele ainda pode ficar no campeonato. Porque se não me engano a punição pode chegar a 12 pontos e eles só têm 10. Mas isso não quer dizer que já aconteceu. Quem vai dizer é o TJD, eles é quem vão julgar se está certo ou errado”, enfatizou o dirigente.

Esfera jurídica

Caso a Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD/AM) entenda que o 3B infringiu as normas do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) deve apresentar denúncia contra o clube presidido por Bosco Brasil e levar a agremiação a julgamento. Se a infração às regras do CBJD for confirmada, o 3B pode sofrer graves consequências.

“Pode incorrer  numa punição grave tanto pra ele, por reincidência, como pro próprio clube. Se a gente entender que a atuação dele assinando contrato de atletas não era correta, porque ele estaria suspenso, a contratação dessa atleta seria ilegal. E se ela for colocada pra jogar, pode ser que ela esteja jogando irregularmente. Assim acarreta, por exemplo, a perda de pontos”, explicou o procurador do TJD/AM, Bruno Glória, apontando que o 3B pode perder até cinco pontos no torneio.

“Assim, se aplicaria o artigo do CBJD de escalação irregular de jogador. Ou seja, o clube perde um ponto para cada jogador irregular e perde os pontos ganhos na partida”, disse Bruno Glória, que deve receber a notícia de infração ainda hoje.

Mea culpa

Procurado pelo CRAQUE, Bosco Brasil entendeu que pode ter errado, mas a punição não atingiria o 3B. “Fui pego de surpresa. Não sabia que não poderia ter assinado. Mas estou tranquilo, já consultei minha área jurídica, e se tiver alguma penalidade ela é minha, como presidente novamente. Mas as jogadoras estão todas regulares no BID e não vejo problema nenhum”, declarou o presidente do 3B.