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#Pokopika: CRAQUE bateu um papo com Valdívia, o irreverente atacante da Seleção olímpica

Jogador do Internacional é uma das novidades de Dunga na equipe do Brasil que vai lutar pelo ouro olímpico na Rio 2016. Simpático, o atleta da Seleção já deixou sua marca 10/10/2015 às 20:45
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Valdívia esteve na Arena da Amazônia e já guardou o dele com a Seleção olímpica.
Camila Leonel Manaus (AM)

Aos 21 anos, o meia-atacante Valdívia, do Internacional é um fenômeno dentro e fora de campo. Se nos gramados, ele chama a atenção pela habilidade e pelos gols, fora dele, o jeito irreverente nas redes sociais fez com que ele ganhasse fãs. O jogador que ganhou o apelido de Valdívia pela semelhança com o jogador chileno Jorge Valdívia, na verdade se chama Wanderson Ferreira de Oliveira e nasceu em Jaciara, Mato Grosso do Sul.

Ele começou no futsal, mas aos 12 anos trocou as quadras pelos campos e começou a jogar nas categorias de base do Rondonópolis. O destaque veio na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2012 depois de marcar oito gols e tornando Valdívia artilheiro da Copinha.

A proeza de ser artilheiro jogando em um time modesto numa competição com 96 times e mais de 2800 jogadores chamou a atenção de grandes clubes do País. Procurado por Internacional, Grêmio, Palmeiras, Fluminense e Corinthians e Palmeiras, o destino foi o time Colorado.


De destaque da Copinha, Valdivia foi destaque da Copa Libertadores de 2015 pelo time gaúcho e no Brasileirão ele é o artilheiro do Inter, com cinco gols, ao lado de Vitinho. As boas atuações resultaram na convocação para a seleção brasileira sub-23, que veio a Manaus jogar dois amistosos contra Republica Dominicana e Haiti.

Apesar da rápida ascensão, Valdívia não perde o jeito brincalhão e sempre é notícia pelas brincadeiras que faz na internet. A irreverência nas redes sociais fez do “PokoPika”, como costuma se autodenominar, conhecido pelas piadas que vão desde as hashtags #pokocharme, pokolindo até campanhas para arrumar uma namorada. As brincadeiras até renderam a ele o apelido de “Mágico” em alusão ao apelido do Valdívia Chileno conhecido como “Mago”.

Brincadeiras à parte, Valdívia garante levar à sério o trabalho e sempre se concentra na hora dos jogos. O que ele não perde é a alegria de jogar futebol e a humildade do “Nenê” (apelido de infância), de Jaciara.

Confira a entrevista exclusiva do meia-atacante da seleção ao CRAQUE onde falou sobre carreira, a realização do sonho de vestir a amarelinha e do trabalho para fazer parte da seleção que irá em busca do primeiro ouro para o Brasil nas Olimpíadas de 2016.

CRAQUE: Você jogava futsal e depois mudou para os campos. Por que essa mudança? Tem alguma jogada, algo do futsal que você aproveitou nos campos?

Valdívia: Aproveitei a agilidade, o drible curto, passes rápidos. Comecei no futsal com 6 anos e mudei para o campo aos 12. A adaptação é mais difícil no começo, mas depois vai bem. Vi que poderia dar certo no campo e segui a carreira.


CRAQUE: Como foi o começo da carreira. Seus pais sempre apoiaram? Ter irmãos que também jogam futebol ajudou? Como é a sua relação com a sua família hoje?

Valdívia: Apoiaram muito. Tenho dois irmãos que também são jogadores, então sempre vivi jogando bola, desde pequeno. Minha família sempre respirou futebol, inclusive meu pai.

CRAQUE: Quando a ficha do sucesso que você faz caiu? Como não deixa isso subiV à cabeça?

Valdívia: Ainda não caiu direito, tenho muito o que jogar ainda, estou apenas começando. Subir à cabeça é algo que nunca vai acontecer, pois ainda tenho muita história para construir no futebol. Estou preparado para isso.

CRAQUE: Você é muito espontâneo, tem muito senso de humor, como que você faz para “mudar a chave” na hora que precisa ficar sério?

Valdívia: É normal, tem momento que é sério e tem momento que de estar bem humorado. Dentro das quatro linhas não tem brincadeira, é seriedade o tempo inteiro, mas fora de campo acho importante. Gosto do que eu faço e não tem porque não ser alegre e brincar nas horas certas.

CRAQUE: Como é o assédio dos fãs? Tem muita cobrança da torcida? E o assédio das mulheres?

Valdívia: Assédio tem bastante, principalmente a partir desse ano, quando comecei a fazer mais gols. Tem as #pokopiketes. É bom o carinho da torcida, dos fãs, trás mais responsabilidade, tem que tomar cuidado com as atitudes, mas é muito bom ver o seu trabalho reconhecido.


CRAQUE: Você é do Mato Grosso, se mudou para o Rio Grande do Sul. Como foi o período de adaptação no Inter?

Valdívia: O principal da adaptação foi a temperatura, sair do calor e acostumar com o frio. O futebol também é um pouco diferente, tem muita pegada lá no Sul, mas faz parte. Foi importante para minha carreira essa mudança e agradeço ao Internacional por ter aberto as portas para mim.

CRAQUE: Qual a sensação de ser convocado para a seleção olímpica?

Valdívia: Muito feliz por estar ao lado de craques do futebol. É também um reconhecimento por tudo que venho fazendo e agora tenho que aproveitar a oportunidade. É um sonho realizado, por representar meu país.

CRAQUE: O que passa pela sua cabeça quando você pensa que vai vestir a camisa da seleção e pode jogar uma Olimpíada no Brasil?

Valdívia: Até chegar na Olimpíada ainda tem muito tempo, tenho que trabalhar duro para chegar lá, mas claro que é um sonho de infância. Quando é criança a gente sempre pensa em conquistar uma medalha de ouro, fazer história pela Seleção.