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Políticos e empresários definem ação para barrar avanço de produção indiana de juta e malva

Visita de senador Eduardo Braga à empresa Brasjuta, integra em Manaus, integra as estratégias para bancada defender produção estadual 06/02/2012 às 19:33
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A Brasjuta é responsável pela produção de seis mil toneladas de juta e malva e teme avanço indiano no setor
Antônio Ximenez Manaus

O senador Eduardo Braga (PMDB) conversou longamente com a família Guerreiro, dona da fábrica Brasjuta, responsável pela fabricação de sacaria e fios dessas fibras, no Distrito Industrial, Zona Sul. O foco das conversações ocorridas na sexta-feira foi: como evitar que a importação de fibras da Índia possa desestabilizar o mercado local, com a prática de dumping (preços mais baixos do que os de mercado), e também como se posicionar melhor politicamente no Congresso na defesa dos interesses da região. Nesta semana a bancada do Amazonas se reúne em Brasília. “

O Brasil tem uma economia aberta e o Amazonas responde pela maioria da receita de malva e juta do mercado, mas precisa estar preparado para ampliar a sua produção de sacaria para café e outros fins, como produto final, do que ficar operando na produção do fio da malva e da juta”, disse Braga. O mercado brasileiro de sacaria biodegradável/orgânica é superior a R$ 46 milhões. Governo estadual Braga fez menção à política do governador Omar Aziz (PSD), que tem trabalhado para alavancar a cadeia produtiva do setor diponibilizando recursos para financiar a área, via Agência de Fomento da Amazônia (Afeam).

“São mais de 30 mil pessoas beneficiadas diretamente com a produção anual de 12 mil toneladas de malva e juta, que pode aumentar ainda mais, mas, para isso, é preciso não perder de vista o pagamento dos subsídios aos produtores”, disse o senador. O empresário Mário Guerreiro, vice-presidente da Brasjuta, disse que o senador Braga tem um papel preponderante no Congresso, para não deixar que as autoridades econômicas e políticas do governo central, coloquem em segundo plano a massa de trabalhadores que vive na floresta produzindo a matéria prima necessária para a fabricação de sacaria.

“Fizemos um investimento elevado, porque acreditamos neste mercado e o governador Omar Aziz, junto com o senador Eduardo Braga, têm nos ajudado a manter nossas esperanças, mas nos preocupa a importação de sacaria de malva e juta da Índia”, afirmou o empresário. O presidente da Afeam, Pedro Falabella, nome indicado pelo governador Omar Aziz para assumir a presidência do Banco da Amazônia (Basa), disse que o mercado de malva e juta tem uma função social e de resgate do extrativismo no Amazonas e, que tudo que puder ser feito para manter este mercado aquecido deve ser feito.

“Contamos com os nossos parlamentares em Brasília e aqui, com a Afeam, vamos continuar liberando recursos para o setor”, pontuou Falabella.

Empresa vai criar grupo de estudo

Aos 91 anos, o patriarca da família Mário Expedito Neves Guerreiro, disse que com a construção da ponte rio Negro, a produção de malva e juta na região do médio Solimões, a partir de Manacapuru (o maior produtor) está sendo escoada com mais rapidez e a custos menores. “A ponte tem nos ajudado muito no que se refere a logística, mas é o governo estadual, com sua política de incentivos, que tem nos possibilitado continuar com o nosso sonho”, destacou.

Grupo de estudo

Com mais de 70 anos de experiência na área, o patriarca Mário Expedito Neves Guerreiro, disse que será criado um grupo de estudos sobre o mercado de malva e juta, com o objetivo de manter o debate permanente em torno desse mercado. “O Amazonas precisa aproveitar esse novo momento para se posicionar interna e internacionalmente, bem como para gerar mais receita e mais emprego no interior com a cultura de malva e de juta”, salientou. A Brasjuta emprega, hoje, mais de 210 pessoas.