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Esportes
PÓLO AQUÁTICO

Polo aquático amazonense passa por decepção e agora busca dar a volta por cima

Liga Nacional da modalidade seria em Manaus, mas foi cancelada, e agora os atletas buscam motivação para treinar e seguir no esporte 17/11/2017 às 22:00 - Atualizado em 20/11/2017 às 16:35
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Mesmo frustrados com o cancelamento do campeonato, Ítalo e Igor Figueiredo não querem deixar o polo aquático morrer no Amazonas (Fotos: Antônio Lima e divulgação)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Era para a equipe de polo aquático do Amazonas estar disputando em casa a Liga Nacional da modalidade, neste fim de semana, entre os dias 16 a 19 de novembro. Mas, somente um mês antes da data em que seria o evento, os atletas passaram pela decepção de ficar sabendo que o evento foi cancelado. Ítalo Figueiredo e seu irmão, Igor, afirmam que o cancelamento da única competição de nível nacional que teriam no ano foi uma grande decepção para a equipe do pólo.

“Depois da confusão com a CBDA com caso de corrupção, a PAB (Polo Aquático Brasil) assumiu a modalidade, e eles são muito pelo sudeste, então resolveram cancelar a competição, e foi um ano inteiro de trabalho foi jogado fora”, disse Ítalo.

Ele conta que a equipe estava treinando desde março para a competição, que acabou não acontecendo e, agora, a galera do polo continua se reunindo para treinar com o professor Mike, realizando competições entre eles, como uma forma de motivação para o esporte seguir vivo no Amazonas, mesmo após essa frustração.

Recomeço

Com vários resultados positivos conquistados nos últimos anos, o pólo amazonense pode ser considerado um dos esportes coletivos mais bem sucedidos no Estado. “Já fomos terceiro lugar nos Jogos da Juventude, e várias vezes campeões norte-nordeste sub-17, sub-20, sub-21, e no campeonato brasileiro adulto, já fomos terceiro lugar, em 2013, e em 2015 e 2016, fomos segundo lugar, então podemos dizer que somos o terceiro polo do país, perdendo só para Rio e São Paulo, que é onde acontecem os grandes investimentos”, ressaltou Ítalo.

 

E, hoje, apesar da decepção de ter a Liga Nacional em Manaus, cancelada, Ítalo e toda a equipe de polo aquático masculino e feminino podem continuar a prática do esporte que amam.  “Através da minha empresa Eco Training, nós conseguimos espaço no Clube dos Cabos e Soldados da PM. Eles estão cedendo a piscina para treinarmos das 19h às 22h, na maior boa vontade”, conta o atleta.

Para o ano que vem, o polo aquático amazonense já pensa em buscar novos horizontes para continuar. “Agora estamos meio sem motivação, o polo está fraco, devagar, mas digo que temos planos pro ano que vem, novas metas, nada certo, mas posso dizer que estamos pensando em participar de competições internacionais, na Venezuela, na Colômbia, e deixar de lado a CBDA e PAB, porque não tem como irmos pra Rio e São Paulo toda hora, e para competir com equipes que tem todo o apoio, salários altos, enquanto nós não temos nada disso”, disse Ítalo.

Mas enquanto não alçam vôos fora de Manaus, o Polo Aquático Amazonas vai se reunir neste fim de ano para mais uma edição do torneio ‘Amigos do Polo’. “É um campeonato que a gente faz nessa época do ano, a gente reúne todos os atletas do passado, do futuro, mescla times, só para nos reencontrarmos, pra não deixar o esporte morrer mesmo. E esse ano tem tudo pra ser bem legal porque a Lucianne, nossa representante nas últimas Olimpíadas, está aqui em Manaus, e se ela quiser participar vai ser legal, uma medalhista pan-americana”, disse Ítalo.

Os irmãos e o polo aquático

Ítalo e Igor praticam polo há vários anos, são eles que mais movimentam o esporte atualmente, reunindo a turma, realizando eventos, e contam o que os motiva a continuar no esporte, mesmo sem muitos incentivos.

“Tive uma carreira vitoriosa na natação, mas sempre digo que se eu tivesse conhecido o polo aos 6 anos de idade, como conheci a natação, eu teria feito polo, porque foi um esporte pelo qual eu me apaixonei, as amizades são muito saudáveis, vale a pena conhecer porque é muito gostoso participar de uma equipe, viajar em equipe e, querendo ou não, nos tornamos uma família”, destaca Ítalo.

Igor também disse que o polo é uma paixão para ele, e isso o faz continuar. “Foi amor de primeira, a natação não era minha praia, aprendi porque quase me afoguei, mas o polo realmente me motiva, estar com a galera, e é essa união mesmo, essa amizade que formamos desde 2004 e, que dura até hoje, que me motiva”, disse Igor.