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Por unanimidade, STJD nega pedido do Palmeiras para anular jogo contra o Inter

O time paulista havia pedido a anulação da partida alegando que a arbitragem teria sido influenciada pelo replay da televisão para desconsiderar o gol de Barcos, o que é proibido pelas regras da Fifa 08/11/2012 às 17:42
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Inter venceu o Palmeiras de virada
Acritica.com Manaus (AM)

O Palmeiras caminha a passos largos rumo a Série B de 2013. É que além da 18.ª posição no Brasileirão, o time teve no inicio da tarde desta quinta-feira seu pedido de anulação do jogo diante do Internacional negado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Julgamento aconteceu na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Decisão foi unânime: 9 a 0.

Estiveram presentes o presidente Arnaldo Tirone, atacante Barcos e o diretor de futebol César Sampaio. Além dos advogados de Palmeiras (José Mauro Couto) e Internacional (Daniel Cravo), também acompanharam ao julgamento o trio de arbitragem e o delegado do confronto, Gérson Baluta.

O time paulista havia pedido a anulação da partida alegando que a arbitragem teria sido influenciada pelo replay da televisão para desconsiderar o gol de Barcos, o que é proibido pelas regras da Fifa. O juiz teria sido avisado por Baluta que, por sua vez, teria assistido ao lance pela televisão. Segundo o Palmeiras, a demora na invalidação do gol seria uma prova de que houve auxílio da TV para a marcação do lance.

A argumentação, porém, teve pouco efeito sobre os nove auditores que julgaram o caso. O Palmeiras foi derrotado no caso, o que resultou na soma de três pontos para o Internacional na tabela. E manteve o time paulista com apenas 33 pontos, muito próximo do rebaixamento. Uma combinação de resultados poderá decretar a queda do Palmeiras no fim de semana.

Argumentações

Apresentada às provas no primeiro momento, o Palmeiras procurou se defender com as imagens da transmissão da TV Bandeirantes. Durante ela a repórter Tayná Rodrigues diz que o delegado do jogo pergunta aos repórteres se foi mão ou não. "Estão usando a tecnologia mesmo que não seja de forma legal, entre aspas", disse na ocasião.

Protagonista no lance que gerou toda a discussão, o atacante Barcos deu seu depoimento e afirmou que colocou a mão na bola, mas após o zagueiro Índio, do Inter, ter lhe puxado dentro da pequena área. “Confirmo que coloquei a mão na bola, mas fui puxado pelo jogador Índio, do Internacional, e a bola bate na minha mão. Não coloquei a mão na bola de forma intencional", declarou.

Em contrapartida, o árbitro Francisco Carlos Nascimento disse que anulou o gol depois que o quarto árbitro lhe informou via rádio. "Achava que tinha sido de cabeça". Quarto árbitro, via rádio, me disse que tinha sido com a mão. "Acho que não demorou mais do que 12 segundos". "Acho que a partida ficou uns cinco minutos parada. Houve um tumulto por causa da reclamação dos jogadores".

Último a depor, o delegado Gérson Baluta disse que não interferiu na decisão da arbitragem e que, ao contrário do que a repórter da Bandeirantes disse, não estava sequer a 10 metros de qualquer profissional da imprensa”.

Os advogados de Palmeiras e Internacional tiveram 15 minutos para sustentar suas posições. Enquanto o do Verdão seguiu dizendo da interferência do delegado, o outro afirmou que "É quase uma leviandade dizer que três profissionais vieram aqui mentir (em relação ao delegado e árbitros), em troca de aceitarmos notícia da imprensa.

Anulação é um absurdo

O procurador geral Paulo Schmidt definiu a palavra “absurdo” quanto ao pedido do Palmeiras pela anulação d